7 de Setembro de 2013 / às 00:54 / 4 anos atrás

Na TV, Dilma diz que economia continua firme apesar de instabilidade internacional

BRASÍLIA, 6 Set (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff disse na noite desta sexta-feira que a economia brasileira continua firme e superando desafios, apesar do delicado cenário externo, e que o governo está tomando medidas eficazes para conter as recentes oscilações do dólar em relação ao real.

Em discurso transmitido em rede nacional de rádio e televisão para o Dia da Independência, Dilma reforçou o tom otimista em relação à economia, mas não fez nenhum anúncio específico. No ano passado, no pronunciamento de Sete de Setembro, Dilma anunciou a redução média de 16,2 por cento nas tarifas de energia elétrica.

A expectativa da presidente há um ano era de que a economia brasileira poderia dar uma arrancada rumo ao crescimento. Contudo, o crescimento este ano ainda está abaixo do esperado e a inflação acelerou, levando a perda de confiança dos agentes econômicos em relação a economia brasileira.

"A situação ainda exige cuidados, porém há sinais de que o pior já passou."

Ela reafirmou que a sustentação da economia continua sendo o emprego, a inflação contida e a retomada gradual do crescimento.

"Não vamos descuidar um só instante", disse.

Dilma atribuiu as oscilações no câmbio à expectativa de mudança na política monetária dos Estados Unidos, que provocou um forte movimento de desvalorização das moedas de países emergentes.

Para conter essa desvalorização, o Banco Central anunciou uma intervenção diária no mercado de câmbio, com a injeção potencial de 60 bilhões de dólares no mercado até o fim do ano, na maior intervenção deste tipo desde o auge da crise internacional em 2008.

"Vamos manter o equilíbrio fiscal, o estímulo ao investimento, a ampliação do mercado interno e a garantia de nossas reservas internacionais para estabilizar as flutuações do mercado cambial", afirmou a presidente.

A economia brasileira cresceu apenas 0,9 por cento em 2012 e 0,6 por cento no primeiro trimestre deste ano, mas surpreendeu no segundo trimestre ao avançar 1,5 por cento, bem acima do esperado.

"A indústrias e os investimentos mostraram franca recuperação. Falharam mais uma vez os que apostavam em aumento do desemprego, inflação alta e crescimento negativo", disse a presidente.

A inflação, no entanto, não tem dado trégua. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou a alta em agosto para 0,24 por cento, em meio à perda do ímpeto deflacionário de Transportes e pela volta dos aumentos de preços da Alimentação, além do impacto da desvalorização do real.

Dilma voltou a afirmar que o país terminará o ano com "uma inflação mais uma vez dentro da meta", o décimo ano consecutivo que isso ocorre.

Por Nestor Rabello

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