September 9, 2013 / 12:16 PM / 4 years ago

Economistas elevam previsão de Selic a 9,75% neste ano

3 Min, DE LEITURA

Por Camila Moreira

SÃO PAULO, 9 Set (Reuters) - Economistas de instituições financeiras passaram a ver um aperto monetário maior neste ano ao elevar a projeção para a Selic a 9,75 por cento, ante 9,5 por cento anteriormente, depois da divulgação da ata da última reunião do Banco Central.

De acordo com a mediana das projeções dos analistas consultados na pesquisa Focus do BC divulgada nesta segunda-feira, a taxa básica de juros, atualmente em 9 por cento, deve ser elevada em 0,5 ponto percentual na reunião de outubro do Comitê de Política Monetária (Copom).

Para a última reunião deste ano, em novembro, a expectativa é de nova elevação, mas desta vez de 0,25 ponto. A partir daí, a Selic ficaria inalterada em 9,75 por cento até o final de 2014.

Entretanto, a mediana das estimativas do Top 5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções nesse período, indica um aperto monetário ainda maior. A projeção para este ano e para 2014 é que a Selic fique em 10 por cento, inalterado ante a pesquisa anterior.

Depois de elevar a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, o BC apontou que "entende ser apropriada a continuidade do ritmo de ajuste das condições monetárias ora em curso".

No documento, o BC mostrou ainda que passou a considerar que há condições para que a política fiscal do setor público se desloque para uma "zona de neutralidade".

Isso foi interpretado por economistas como o primeiro sinal do fim do atual ciclo de aperto monetário.

"De maneira geral, o tom da ata se inclinou para uma posição mais 'dovish', pela leitura menos pessimista a respeito da perspectiva para a confiança das famílias e firmas e principalmente para a evolução da política fiscal", avaliou a Rosenberg & Associados em nota.

dólar E inflação

Na ata, o BC mostrou estar atento à alta do dólar e que a política monetária deve ser usada para conter os efeitos desse movimento sobre os preços.

No Focus, os economistas mantiveram a expectativa para o dólar no final deste ano em 2,36 reais.

Em agosto, o IPCA já mostrou o impacto da valorização da moeda norte-americana, acelerando a alta para 0,24 por cento também em meio à perda do ímpeto deflacionário de Transportes e pela volta dos aumentos de preços da Alimentação.

Para os economistas consultados no Focus, a inflação deve encerrar este ano a 5,82 por cento segundo a mediana das projeções, ante 5,83 por cento na semana anterior. Para 2014, a projeção para o IPCA foi ligeiramente elevada a 5,85 por cento, ante 5,84 por cento.

Por outro lado, a expectativa para a inflação em 12 meses foi elevada pela décima semana seguida, a 6,13 por cento, ante 6,12 por cento.

Já em relação à a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a projeção para este ano subiu pela segunda semana seguida, a 2,35 por cento, ante 2,32 por cento na pesquisa anterior. Para 2014, entretanto, houve redução a 2,28 por cento, ante 2,30 por cento.

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