Contrato de "put" da OGX revela que diretoria pode cobrar US$1 bi de Eike

terça-feira, 10 de setembro de 2013 10:48 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 10 Set (Reuters) - A OGX divulgou nesta terça-feira o contrato de "put" com o controlador Eike Batista mostrando que o exercício da opção contra o empresário para que ele injete 1 bilhão de dólares na petroleira pode ser determinado pela diretoria da companhia, em caso de ausência de conselheiros independentes.

Na sexta-feira passada, a petroleira informou que sua diretoria vai propor uma reunião extraordinária do Conselho de Administração para convocar uma assembleia destinada a aprovar um aumento de capital de 100 milhões de dólares a ser subscrito por Eike. Os outros 900 milhões de dólares seriam solicitados conforme as necessidades de caixa da OGX.

Porém, Eike informou que questionará a validade do exercício da opção concedida por ele à OGX e disse que poderá pedir arbitragem.

Um dos argumentos de Eike seria a necessidade de que o exercício da opção da OGX contra ele fosse decidido pelos membros independentes do Conselho de Administração, e não pela diretoria da empresa. Atualmente, a petroleira não tem nenhum conselheiro independente, após todos eles renunciarem.

O contrato da "put" encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta terça-feira afirma que, na ausência de membros independentes do Conselho, a diretoria pode determinar as condições que validam a opção.

Ainda segundo o documento, o controlador está impedido de transferir a "put" a qualquer terceiro ou afiliada. A opção perde a validade se houver mudança no controle da companhia antes de seu exercício, conforme o texto.

O contrato da opção à OGX foi firmado em outubro de 2012. A petroleira tem até o fim de abril de 2014 para exercer a opção.

CALOTE IMINENTE

Na segunda-feira, a agência de classificação de crédito Fitch rebaixou o rating da OGX para "C", de "CCC", apontando que a inadimplência da petroleira é iminente ou inevitável.   Continuação...