ENTREVISTA-Magazine Luiza tenta amenizar efeito cambial sobre vendas de fim de ano

quarta-feira, 11 de setembro de 2013 18:25 BRT
 

Por Marcela Ayres

SÃO PAULO, 11 Set (Reuters) - A rede de varejo de móveis e eletrodomésticos Magazine Luiza negocia com fornecedores para amenizar o repasse de preços devido à alta do dólar para a temporada de fim de ano, diante de um ambiente adverso que vem provocando desaceleração das vendas em 2013.

"Vivemos do poder de compra dos clientes, então estamos discutindo e negociando, procurando absorver o menor aumento possível", disse nesta quarta-feira o diretor-superintendente da companhia, Marcelo Silva, em entrevista à Reuters.

Segundo ele, o avanço do dólar tem afetado os fornecedores em intensidades diferentes, mas a varejista trabalha para evitar absorver alta generalizada de preços. Com isso, descontada a inflação, as vendas do Natal da companhia devem subir um dígito baixo sobre o mesmo período de 2012, previu.

O percentual vai ao encontro da estimativa traçada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), que espera um avanço real de 4,5 por cento nas vendas para o período, ante crescimento de 8 por cento em 2012.

As varejistas estão lutando para sustentar as vendas num ambiente menos favorável do que nos últimos anos. Além do dólar mais alto, a economia cresce vem crescendo menos do que as expectativas.

Adicionalmente, a renda média dos brasileiros ajustada para os preços ao consumidor caiu 5 meses consecutivos, enquanto a inflação acelerou para a máxima em dois anos. Como resultado, a confiança do consumidor desabou em julho para a mínima desde a recessão global em 2009.

Diante desse cenário, a companhia vem tendo até o começo de setembro alta anual de um dígito alto nas vendas do trimestre sob o critério mesmas lojas, que contempla os pontos abertos há pelo menos um ano, disse o executivo. Em 2012, o crescimento das vendas da companhia no conceito mesmas lojas foi de 12,5 por cento.

Para Silva, homem de confiança da presidente da rede Luiza Helena Trajano, Silva a substituiu na superintendência do empresa em 2009, após ter liderado a reestruturação da rival Casas Pernambucanas, um item que tem ajudado a amortecer esse panorama mais hostil, é o Minha Casa Melhor.   Continuação...