11 de Setembro de 2013 / às 23:46 / 4 anos atrás

Petrobras não vê sinal de reajuste de combustíveis--CEO

RIO DE JANEIRO, 11 Set (Reuters) - A presidente-executiva da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou nesta quarta-feira que não há sinal de que a empresa promoverá reajuste de combustíveis.

A estatal busca convencer o governo, seu controlador, de um aumento nos preços dos derivados de forma a reduzir a defasagem entre os preços internacionais e os valores praticados no mercado interno.

“Não tem, não tem sinalização”, disse Graça Foster, ao ser indagada sobre a iminência de um reajuste.

Questionada sobre a possibilidade de a estatal não reajustar os preços da gasolina e do diesel até o fim deste ano, Graça desconversou, afirmando que “faz parte da rotina cuidar da Petrobras”.

Com o crescimento acelerado da demanda por gasolina no Brasil nos últimos anos devido à expansão da frota de automóveis, a Petrobras passou de exportadora a importadora de gasolina. E as importações de petróleo também cresceram, para alimentar as refinarias que têm produzido em níveis cada vez mais elevados, perto de 100 por cento de utilização da capacidade instalada.

O prejuízo da Petrobras com importações bilionárias tem sido alvo de forte preocupação de analistas de mercado.

“Faz parte do meu trabalho ...cuidar da minha empresa tanto do ponto de vista da sua rentabilidade, da sua economicidade e da reserva de informação”, acrescentou, referindo-se às denúncias de espionagem na estatal pelo governo norte-americano.

ESPIONAGEM

Graça Foster, como é chamada, disse que a Petrobras aprovou há três semanas uma revisão na política de segurança empresarial e que a companhia dedica atenção e investimentos pesados ao tema.

“Temos política de segurança empresarial muito ativa”, afirmou após visitar com a presidente Dilma Rousseff as obras da plataforma P-74, cujo casco está sendo convertido para produzir no pré-sal da bacia de Santos.

Graça reiterou que o leilão da área de Libra, previsto para 21 de outubro, está mantido, e que não há informação sobre espionagem dos EUA sobre este assunto.

“Não há possibilidade de mudança na data do leilão por conta dessa informação porque ela não é material, não está identificada.”

A executiva informou ainda que vai se preparar para responder às perguntas de parlamentares na CPI criada para investigar a espionagem norte-americana.

A denúncia de espionagem na Petrobras pela Agência de Segurança Nacional dos EUA, divulgada pelo programa Fantástico da Rede Globo, gerou preocupações de que os norte-americanos tenham tido acesso à estratégia da estatal brasileira para leilão do pré-sal, o que poderia afetar os lances realizados por outras companhias na licitação da reserva de Libra.

Por Sabrina Lorenzi

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