September 12, 2013 / 10:50 AM / 4 years ago

Japão avalia estímulo de US$50 bi para compensar alta de imposto--fontes

3 Min, DE LEITURA

Por Yoshifumi Takemoto e Yuko Yoshikawa

TÓQUIO, 12 Set (Reuters) - O Japão está avaliando um estímulo econômico de 50 bilhões de dólares para aliviar o impacto de um aumento no imposto nacional sobre vendas cujo objetivo é controlar a forte dívida do governo, disseram nesta quinta-feira pessoas envolvidas nas decisões.

O primeiro-ministro, Shinzo Abe, deve elevar o imposto de 5 por cento para 8 por cento em abril, rejeitando pedido de alguns conselheiros para adiar ou desistir do aperto fiscal para manter a recuperação econômica nos trilhos.

O aumento do imposto é o maior esforço em anos da terceira maior economia do mundo para conter uma dívida pública que é a maior do mundo, com um tamanho de mais de duas vezes a produção econômica anual do país.

Mas Abe disse que precisa equilibrar a necessidade de longo prazo para equilibrar o orçamento diante de sua maior prioridade, que é acabar com 15 anos de deflação e crescimento tépido.

Para compensar o peso do aumento tributário, Abe instruiu nesta semana seu governo a esboçar um pacote de estímulo até o final do mês.

Uma opção é um pacote de gastos no valor de 5 trilhões de ienes (50,01 bilhões de dólares), disse uma das fontes.

O governo estima que cada ponto percentual de alta no imposto irá gerar cerca de 2,7 trilhões de ienes em receitas.

O secretário-chefe de Gabinete, Yoshihide Suga, afirmou que Abe ainda não decidiu sobre o aumento do imposto, algo esperado para 1º de outubro após uma pesquisa sobre confiança empresarial do banco central japonês.

Suga, principal porta-voz do governo, disse que o ministro das Finanças, Taro Aso, e o ministro da Economia, Akira Amari, vão trabalhar no tamanho e conteúdo de qualquer pacote.

O ministério de Aso, preocupado em colocar as finanças do Japão em ordem, é um forte defensor do aumento tributário e quer minimizar qualquer gasto. Amari tem dito que o pacote econômico precisa ser maior que 2 trilhões de ienes para evitar uma recaída econômica.

As opções incluem pagamentos a pessoas de baixa renda para promover a compra de moradias, isenções fiscais para empresas que elevarem os gastos de capital e possivelmente um corte extraordinário do imposto sobre a renda, disseram fontes.

Reportagem adicional de Shinji Kitamura, Leika Kihara e Elaine Lies

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