Vendas no varejo brasileiro surpreendem e sobem 1,9% em julho

quinta-feira, 12 de setembro de 2013 12:44 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 12 Set (Reuters) - As vendas no varejo brasileiro surpreenderam e aceleraram no ritmo mais rápido em um ano e meio em julho, impulsionadas por móveis e eletrodomésticos e pelo alívio da inflação para as compras em supermercados.

Na comparação com junho, as vendas varejistas cresceram 1,9 por cento, melhor resultado desde janeiro de 2012, quando foi registrada alta de 2,8 por cento, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

Em relação ao mesmo mês do ano anterior, as vendas do varejo cresceram 6,0 por cento.

Os resultados ficaram bem acima das expectativas, mas ainda não está claro se esse movimento poderá ser sustentado, diante de sinais de fraqueza do mercado de trabalho, renda real e confiança do consumidor.

A mediana das expectativas em pesquisa da Reuters apontava alta de 0,20 por cento na comparação com o mês anterior e de 3,15 por cento ante julho do ano passado.

"O que chamou a atenção é que foi generalizado. Mas não conseguimos ver esse movimento como algo sustentável. E se for assim, não alimenta expectativas de consumo forte puxando a economia nos próximos trimestres", avaliou a economista da Tendências Alessandra Ribeiro.

MÓVEIS E HIPERMERCADOS

Oito das dez atividades pesquisadas tiveram resultados positivos na comparação mensal. Os principais destaques foram Tecidos, vestuário e calçados (5,4 por cento); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (3,9 por cento); Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,5 por cento); Móveis e eletrodomésticos (2,6 por cento) e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,8 por cento).   Continuação...

 
Vendedores carregam geladeira comprada em loja da rede Casas Bahia, em São Paulo. As vendas no varejo brasileiro aceleraram com força em julho ao registrarem crescimento de 1,9 por cento na comparação com o mês anterior, atingindo o ritmo mais rápido desde janeiro de 2012. 18/02/2013. REUTERS/ Nacho Doce