12 de Setembro de 2013 / às 18:23 / 4 anos atrás

EDF consulta bancos sobre venda em transmissora RTE

Por Sophie Sassard e Arno Schuetze

LONDRES/FRANKFUT 12 Set (Reuters) - A Electricité de France (EDF) está sondando bancos sobre a venda parcial de sua transmissora de energia RTE, embora o governo não esteja planejando uma venda no momento, disseram fontes de bancos à Reuters.

A RTE -- ativo prêmio cujos 100 mil quilômetros de rede de alta tensão é a maior da Europa, estendendo-se de Lille, no norte da França à Marselha, no sul -- é uma excelente candidata para venda já que a EDF precisa de recursos para modernizar suas antigas centrais nucleares e reduzir dívida.

Fontes disseram que a estatal EDF já está calmamente conversando com assessores, a fim de começar a trabalhar em um acordo para a RTE, que tem um valor de cerca de 12 bilhões de euros (16 bilhões de dólares), incluindo 7 bilhões da dívida.

Os bancos de investimento Lazard e Morgan Stanley são pioneiros para ganhar o mandato de venda, por causa de seus laços com a administração da EDF e do papel do Lazard na venda da empresa de rede de gasodutos TIGF, no início deste ano, disseram as fontes.

Ambos os bancos e a EDF não quiseram comentar.

"A EDF vai começar a entrevistar os bancos no final de setembro e início de outubro, embora eles provavelmente já sabem com quem querem trabalhar", disse um profissional do setor bancário que atua no segmento de elétricas e que pediu para não ser identificado.

Cinco banqueiros desse setor disseram à Reuters que espera-se que a EDF comece a avaliar consultores financeiros no próximo mês.

"Os bancos vão lançar (ofertas como mandatários da operação) ativamente neste outono, já que estão esperando a venda em 2014", disse um profissional de banco familiarizado com o assunto.

O gabinete do primeiro-ministro francês negou que a venda da RTE esteja sendo considerada e uma fonte sênior do Ministério das Finanças disse que uma operação envolvendo a RTE não estava prevista.

Qualquer decisão de vender a RTE seria feita pelo presidente-executivo da EDF, Henri Proglio, mas ele precisa de apoio do governo.

"O governo de Hollande é bastante pragmático afinal", disse um profissional de bancos.

Os profissionais de bancos dizem que a EDF poderia vender uma participação minoritária significativa já que a empresa, sobrecarregada por 61 bilhões de euros de dívida, precisa gastar 55 bilhões de euros entre 2011 e 2025 para modernizar as suas centrais nucleares antigas.

Um profissional de banco do setor de elétricas disse que a EDF poderia, nos próximos meses, também lançar uma emissão de ações de 5 bilhões de euros que diluiria a participação do Estado francês de 84,4 por cento em alguns pontos percentuais.

O ministro da Indústria francês Arnaud Montebourg sugeriu em abril sugeriu cortar a participação para 75 por cento.

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