Empresa nas Ilhas Cayman nega operações irregulares com papéis da Heinz

quinta-feira, 12 de setembro de 2013 17:53 BRT
 

Por Bernard Vaughan

NOVA YORK, 12 Set (Reuters) - Um advogado de defesa no caso de suposto uso de informação privilegiada na empresa HJ Heinz negou, nesta quinta-feira, o envolvimento de seu cliente em tal atividade, antes de a fabricante de ketchup ser vendida por 23 bilhões de dólares em fevereiro.

Foi a primeira vez que alguém apareceu para defesa em quase sete meses, desde que a Securities and Exchange Commission (SEC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos processou "negociadores desconhecidos" por "insider trading" com ações da Heinz.

A agência conseguiu mais tarde um congelamento temporário de uma conta relacionada na Suíça, e em agosto fez uma intimação e reclamação para a Alpine Swift, uma empresa baseada nas Ilhas Cayman.

"Não tivemos nenhum envolvimento na operação destacada", disse Juan Morillo do escritório global de advocacia Cleary Gottlieb Steen & Hamilton, em nome da Alpine Swift, em audiência na quinta-feira.

Documentos judiciais não informam qual é o negócio da Alpine Swift.

Nenhum indivíduo ainda foi nomeado como réu.

O advogado da SEC Charles Riely disse ao juiz distrital dos EUA Jed Rakoff que a agência poderá processar outros pelas operações irregulares.

Riely se recusou a fornecer mais detalhes sobre o caso após a audiência.   Continuação...