September 13, 2013 / 4:00 PM / 4 years ago

Vendas no varejo e preços ao produtor dos EUA indicam crescimento lento

3 Min, DE LEITURA

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 13 Set (Reuters) - A confiança do consumidor dos Estados Unidos diminuiu no início deste mês e as vendas no varejo cresceram levemente em agosto apesar da forte demanda por automóveis e por outros itens de alto custo, as indicações mais recentes de que o crescimento econômico desacelerou no terceiro trimestre.

A falta de ímpeto na economia foi destacada por outros dados nesta sexta-feira mostrando aumento conduzido pelo setor energético nos preços ao produtor no mês passado, mas com pressões inflacionárias sob controle.

Entretanto, os sinais de fraca demanda doméstica não devem deter o Federal Reserve, banco central dos EUA, de começar as reduções em seu programa de compra de títulos a partir da próxima semana.

"A demanda está provavelmente boa o suficiente para estimular o Fed a reduzir as compras de ativos em pequena quantia na próxima semana", disse o economista-sênior da BMO Capital Markets, Sal Guatieri.

A leitura preliminar do índice geral sobre a confiança do consumidor da Thomson Reuters junto à Universidade de Michigan caiu para 76,8 em setembro, a mínima desde abril. A confiança caiu em meio a preocupações quanto às altas taxas de juros.

As vendas no varejo cresceram 0,2 por cento no mês passado uma vez que os norte-americanos compraram automóveis, móveis, eletrônicos e aparelhos domésticos, informou o Departamento do Comércio em relatório separado.

Mas a força das vendas de automóveis parece estar tirando poder de compra de outras áreas, visto que as compras de vestuário, materiais de construção e artigos esportivos caíram.

Ainda assim, as vendas no varejo, que representam cerca de 30 por cento dos gastos do consumidor, subiram pelo quinto mês consecutivo.

Separadamente, o Departamento do Trabalho informou que os preços ao produtor subiram 0,3 por cento no mês passado, segundo dados ajustados sazonalmente, após terem ficado inalterados em julho.

Economistas esperavam que os preços direcionados às fazendas, fábricas e refinarias do país subissem 0,2 por cento em agosto.

"No decorrer do terceiro trimestre, a força dos gastos deve acelerar mais à medida que a melhora da base do mercado de trabalho e os maiores avanços na recuperação do mercado imobiliário forneçam um cenário mais favorável para a atividade de gastos", disse o economista sênior Millan Mulraine, da TD Securities.

O relatório de vendas no varejo somou-se aos dados de julho sobre os gastos do consumidor, produção industrial, início de construção de moradias e encomendas de bens duráveis que têm sugerido que o crescimento recuou ante o ritmo anual de 2,5 por cento do primeiro trimestre.

Mas há algumas notícias animadoras quanto ao crescimento do terceiro trimestre, com outro relatório do Departamento do Comércio mostrando que os estoques empresariais aumentaram 0,4 por cento em julho, o maior avanço em seis meses.

Reportagem de Lucia Mutikani

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