Importadores atuam e dólar fecha quase estável ante real

segunda-feira, 16 de setembro de 2013 17:12 BRT
 

Por Bruno Federowski e Marília Carrera

SÃO PAULO, 16 Set (Reuters) - O dólar fechou perto da estabilidade ante o real nesta segunda-feira após registrar queda durante a maior parte do pregão, reagindo à entrada de importadores que aproveitaram as cotações mais baixas para comprar a divisa.

O dólar teve oscilação positiva de 0,03 por cento, para 2,2826 reais na venda. Na mínima do dia, perto da abertura dos negócios, a divisa chegou a 2,2485 reais. Segundo dados da BM&F, o volume de negociação estava próximo de 1 bilhão de dólares.

"O mercado acompanhou lá fora, com as notícias sobre o Fed, e teve uma queda um pouco forte na parte da manhã, mas acho que o patamar de 2,25 reais acabou atraindo compradores", disse o operador de câmbio da Renascença José Carlos Amado.

No domingo, o ex-secretário do Tesouro dos EUA Larry Summers pediu para retirar seu nome das considerações para suceder Ben Bernanke como chairman do Fed. A saída foi vista pelo mercado financeiro como um sinal de que o aperto da política monetária norte-americana terá uma abordagem mais gradual.

O ex-assessor econômico do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e ex-secretário do Tesouro no governo de Bill Clinton era visto com um candidato menos favorável à política de estímulos do Fed do que a outra principal concorrente ao cargo, Janet Yellen, que é vista como uma autoridade com perfil menos austero.

O Fed se reúne nesta terça e quarta-feiras para discutir o futuro da política monetária norte-americana. A expectativa é que se anuncie a redução do programa de estímulos que injeta mensalmente 85 bilhões de dólares na economia.

Também contribuiu para o desempenho do dólar no Brasil e no exterior o acordo entre Estados Unidos e Rússia sobre a proposta para eliminar o arsenal de armas químicas da Síria, evitando a possibilidade de qualquer ação militar norte-americana imediata contra o governo do presidente Bashar al-Assad.

"A redução dos estímulos do Fed e a guerra (na Síria) são as duas preocupações do mercado no momento", afirmou o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo.   Continuação...