17 de Setembro de 2013 / às 13:30 / em 4 anos

Grupo Volkswagen vai investir R$1,2 bi no Paraná

SÃO PAULO, 17 Set (Reuters) - O grupo Volkswagen vai investir cerca de 1,2 bilhão de reais em suas instalações em São José dos Pinhais (PR) para retomar a produção no país de carros da marca de luxo Audi e do modelo Golf.

Presidente-executivo da Audi, Rupert Stadler, fotografado em coletiva da imprensa anual em Ingolstadt, na Alemanha. O grupo Volkswagen anuncia entre esta terça-feira e a próxima semana investimentos totais de 1,2 bilhão de reais em suas instalações no Paraná para retomar a produção no país de carros da marca de luxo Audi e do modelo Golf. 12/03/2013. REUTERS/Michaela Rehle

Segundo informações do governo paranaense, a Audi vai investir 500 milhões de reais na produção do compacto A3 e do utilitário esportivo Q3. Enquanto isso, a Volkswagen investirá 700 milhões de reais para a produção do novo Golf.

O investimento da Audi foi confirmado nesta terça-feira pelo vice-presidente mundial da montadora, Bernd Martens, que se reuniu com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília, mas não deu detalhes sobre os modelos que serão produzidos.

“Para a Audi é importante voltar para o Brasil. Pretendemos apresentar um grande crescimento no mercado de carros de luxo no Brasil. Vemos a economia brasileira como promissora (...) O mercado do veículos de luxo do Brasil ainda é pequeno, mas a Audi acredita que vai crescer enormemente nos próximos anos”, disse Martens a jornalistas.

Procurada sobre os investimentos para a produção do Golf, a Volkswagen afirmou apenas “que não tem informações adicionais”.

A Audi, que chegou a produzir o A3 em São José dos Pinhais entre 2000 e meados de 2006, tem como objetivo alcançar num prazo de 3 anos a produção de 26 mil unidades do A3 por ano, segundo o governo do Paraná.

De janeiro a agosto deste ano, a Audi registrou vendas de 4.350 veículos no Brasil ante 3.027 unidades no mesmo período de 2012.

A decisão foi tomada depois de meses de estudo da Audi e Volkswagen sobre a retomada da produção dos modelos de luxo. Em dezembro do ano passado, o presidente da Audi no Brasil, Leandro Radomile, afirmou que a companhia estava na fase inicial do projeto.

Segundo a Audi, o mercado de carros de luxo do Brasil deve crescer 170 por cento até 2020.

“O aumento do poder aquisitivo da classe média como um todo nos faz acreditar que há espaço para crescimento”, disse Martens.

Os investimentos do grupo alemão foram decididos depois que a também alemã BMW anunciou em outubro passado a construção de sua primeira fábrica na América do Sul e durante planos da Daimler para retomada de produção de automóveis no Brasil. Na semana passada, a Daimler afirmou que deve tomar ainda neste ano uma decisão sobre a construção de uma fábrica da Mercedes-Benz no país .

Depois da entrada em vigor do novo regime automotivo brasileiro, Inovar-Auto, no início deste ano, o Imposto sobre Produtos Industrializados foi elevado em 30 pontos percentuais para todos os veículos. As montadoras, porém, podem se livrar do aumento da carga tributária ao se qualificarem para participar do regime por meio de projetos de produção local.

O regime e o crescimento do mercado interno, quarto maior do mundo, têm motivado uma série de anúncios de novos projetos de produção local ou nacionalização de modelos antes importados, incluindo de marcas de luxo.

Por Alberto Alerigi Jr., edição Marcela Ayres

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