Consórcio Planalto vence BR-050; governo promete mitigar riscos

quarta-feira, 18 de setembro de 2013 13:18 BRT
 

Por Leonardo Goy e Anna Flávia Rochas

SÃO PAULO (Reuters) - O governo federal prometeu mitigar riscos para evitar ausência de interessados em novas concessões de rodovias, após o Consórcio Planalto, formado por empresas de médio porte, vencer gigantes nacionais no leilão da BR-050, nesta quarta-feira.

Com uma tarifa vencedora proposta de 0,04534 por quilômetro, a companhia vai operar a rodovia BR-050 entre Cristalina (GO), um dos principais produtores agrícolas do Brasil, e a divisa de Minas Gerais com São Paulo, num trecho de 436,6 quilômetros.

Embora tenha celebrado o resultado, que abriu o ambicioso programa do governo de concessões em logística de centenas de bilhões de reais, o ministro dos Transportes, César Borges, garantiu medidas de mitigação de riscos para evitar ausência de interessados nos próximos leilões. A concessão de trecho da BR-262, prevista para esta manhã, foi inviabilizada ao não receber propostas.

"Vamos analisar com cuidado os próximos leilões para garantir que teremos sucessos como o de hoje", disse Borges a jornalistas, após o resultado do leilão da BR-050. O ministro reiterou ainda que o governo vai garantir o reequilíbrio financeiro do contrato, caso a fatia do próprio governo não seja honrada.

Borges garantiu que não haverá flexibilização das regras para a concessionária vencedora, enquanto a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) garantiu que vai fiscalizar o cumprimento de cláusulas contratuais.

O Consórcio Planalto --formado por Senpar, Construtora Estrutural, Construtora Kamilos, Ellenco Construções, Engenharia e Comércio Bandeirantes, Greca Distribuidora de Asfaltos, Maqterra Transportes e Terraplenagem, TCL Tecnologia e Construções e Vale do Rio Novo Engenharia e Construções-- venceu gigantes como Queiroz Galvão e CCR, com deságio de 42,38 por cento em relação à tarifa-teto.

A jornalistas, um representante do Consórcio Planalto disse que o grupo poderá ser reforçado no futuro com a entrada de um operador de rodovias, mas este não é objetivo inicial.

"A princípio, vamos tocar nós mesmos", disse Carlos Eduardo Prado. A Senpar, que integra o consórcio, detém uma participação na Rodosul (RS).   Continuação...