Inditex vê recuperação após 1o semestre difícil

quarta-feira, 18 de setembro de 2013 12:37 BRT
 

MADRID (Reuters) - A Inditex, maior varejista de roupas do mundo, informou nesta quarta-feira recuperação nas vendas no início do terceiro trimestre, ajudando a aliviar preocupações sobre sua capacidade de manter rápido crescimento dos últimos anos depois de sofrer o menor avanço no lucro do primeiro semestre desde 2009.

Dona da rede de lojas Zara, a companhia sinalizou que não estava imune à fraqueza dos mercados na Europa, onde a competição por corte de preços combinada a uma primavera fria e às oscilações cambiais reduziram as margens de lucro depois de um 2012 particularmente forte.

Mas analistas disseram que modelo de rápidas trocas de coleções do grupo manteve-se entre os melhores da indústria, observando que os mercados asiáticos de rápido crescimento ultrapassaram a Espanha como a maior fonte de receitas da companhia pela primeira vez.

"Continuamos a acreditar que a Inditex vai entregar um crescimento de dois dígitos no lucro no médio prazo e que ela poderá manter seus múltiplos", afirmaram os analistas da Bernstein, fazendo referência às ações da empresa, que são negociadas a 25 vezes as previsões de lucro para 2013, ante uma relação média de 16 vezes do setor, de acordo com dados da Thomson Reuters.

A Inditex, que é dona de oito marcas de luxo, incluindo Massimo Dutti e Bershka, divulgou aumento de 1 por cento no lucro líquido nos seis meses encerrados em julho, para 951 milhões de euros (1,3 bilhão de dólares).

O resultado veio acima da previsão média dos analistas, de 926 milhões de euros, ajudado por um rígido controle de custos e uma taxa de imposto mais baixa.

A margem bruta caiu para 58,6 por cento das vendas contra 59,6 por cento um ano antes, provavelmente atingida por reduções de preços no sul da Europa, alta das matérias-primas e efeitos cambiais, incluindo um iene mais fraco. A Inditex, com 6.104 lojas em 86 mercados, tem mais de 90 lojas no Japão.

No entanto, a companhia informou que espera que a margem bruta termine o ano praticamente estável, com 50 pontos-base a mais ou a menos que em 2012, quando a margem foi considerada excepcional pela empresa.

A Inditex também divulgou recuperação nas vendas depois de uma primavera fraca. Apesar de não dar detalhes sobre as vendas sob o critério mesmas lojas, que considera os pontos abertos há pelo menos um ano, a analista do Société Générale Anne Critchlow calculou que elas cresceram 3,3 por cento nos três meses encerrados em julho, ante apenas 0,5 por cento no primeiro trimestre.

As vendas parecem ter acelerado para 4 por cento nas primeiras seis semanas do terceiro trimestre, disse ela.

"Isso é impressionante dado que a base comparativa para as mesmas semanas do ano anterior era muito forte, (com avanço) de 9 por cento", afirmou Critchlow.