Ações nos EUA fecham em nível recorde de alta após Fed manter ritmo de estímulo

quarta-feira, 18 de setembro de 2013 17:43 BRT
 

Por Chuck Mikolajczak

NOVA YORK, 18 Set (Reuters) - As ações dos Estados Unidos subiram para patamares recordes de alta nesta quarta-feira, após o Federal Reserve surpreender investidores e manter intacto o seu programa de compra de títulos, que tem amparado o rali de Wall Street de mais de 20 por cento neste ano.

O índice Dow Jones avançou 0,95 por cento, para 15.676 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve valorização de 1,22 por cento, para 1.725 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq subiu 1,01 por cento, para 3.783 pontos.

As ações operavam em queda modesta antes do anúncio, mas após o comunicado do Fed os índices Dow Jones e S&P 500 rapidamente dispararam para as máximas da sessão, após o banco central afirmar que por ora vai continuar comprando títulos em ritmo de 85 bilhões de dólares por mês.

Embora as ações tenham avançado devido à decisão do Fed, ainda há dúvidas sobre se o rali será sustentado, uma vez que o banco central expressou preocupação com a taxa de crescimento da economia e com as possíveis batalhas fiscais por vir.

A maioria dos participantes do mercado esperava que o banco central dos Estados Unidos desse início a uma retirada do programa de estímulo, reduzindo-o em cerca de 10 bilhões de dólares ao mês.

"O mercado adorou o fato de não haver redução. Veremos se isso vai durar", disse o vice-presidente de investimentos do Commonwealth Financial, Brad McMillan.

"Da perspectiva de curto prazo para as bolsas de valores, pode parecer uma boa coisa porque o mercado gosta de ver contínuo estímulo do Fed. Do ponto de vista da economia real, isso diz que o Fed está mais nervoso sobre a economia do que é costumeiramente percebido", completou.

Em coletiva de imprensa após o anúncio, o chairman do Fed, Ben Bernanke, disse que o plano é manter uma política altamente acomodativa, buscando avaliar se a perspectiva básica para a economia é confirmada. Apenas então o banco central tomará o primeiro passo para remover o estímulo.