Leilão do pré-sal fica limitado a 11 empresas; asiáticas dominam

quinta-feira, 19 de setembro de 2013 20:43 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO, 19 Set (Reuters) - O leilão de Libra, maior reserva de petróleo descoberta no pré-sal brasileiro, deverá ser disputado por no máximo 11 empresas, em sua maioria asiáticas, informou a ANP nesta quinta-feira, frustrando a expectativa de que o leilão pudesse atrair muito mais interessados.

O número de empresas que pagaram a taxa de participação--primeiro passo para a habilitação no leilão -- ficou bem aquém do esperado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que chegou a falar em até 40 interessados. E a ausência de gigantes, como a norte-americana Exxon Mobil, também foi sentida.

A ANP estima que Libra tem reservas recuperáveis de 8 bilhões e 12 bilhões de barris, o que faria da área a maior do país em petróleo.

"O fato de que empresas com produção importante na área nem sequer se inscreverem para o leilão, me diz que nem todo mundo está convencido de que Libra tem todo esse potencial", disse o geólogo Wagner Freire, consultor da indústria do petróleo e ex-chefe de geofísica na Petrobras.

A primeira área do pré-sal que ser licitada, em leilão marcado para o dia 21 de outubro, será disputada pelas empresas asiáticas Mitsui, do Japão, a indiana ONGC, a malaia Petronas e as chinesas CNOOC e CNPC, informou a ANP no início da noite de quinta-feira, confirmando informação antecipada pela Reuters.

A Repsol Sinopec Brasil, companhia que tem 60 por cento de participação espanhola e 40 por cento da chinesa Sinopec, também deverá participar do leilão, conforme antecipou a Reuters na quarta-feira.

Também pagaram a taxa de participação a Petrobras, a anglo-holandesa Shell, a colombiana Ecopetrol, a francesa Total e a Petrogal, a subsidiária brasileira da portuguesa Galp, que conta também com participação da chinesa Sinopec.

"A gente já estava prevendo a forte participação das asiáticas, o interesse deles já existia e foi confirmado agora. Eles têm uma situação de dependência de importação de petróleo muito grande, uma necessidade de acesso a novas áreas e reservas de grande porte", afirmou à Reuters uma fonte que acompanhou o processo de elaboração da licitação, sob condição de anonimato.   Continuação...