23 de Setembro de 2013 / às 17:34 / 4 anos atrás

Arrecadação federal bate recorde para agosto por lucro maior de empresas

Por Luciana Otoni

BRASÍLIA, 23 Set (Reuters) - A arrecadação federal atingiu 83,956 bilhões de reais no mês passado, resultado recorde para meses de agosto, num desempenho influenciado pela melhora da lucratividade das empresas e com a Receita Federal prevendo continuidade do aumento no recolhimento dos tributos no restante do ano.

A alta real de 2,68 por cento na arrecadação federal no mês passado ante agosto de 2012 foi puxada pelo aumento de 5,87 por cento no recolhimento no Imposto de Renda e de 9,05 por cento na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, principalmente das empresas financeiras.

O resultado do mês ficou acima da expectativa de analistas ouvidos pela Reuters que esperavam, pela mediana, arrecadação de 83 bilhões de reais em agosto.

"Esse crescimento da lucratividade das empresas é forte e mostra um cenário de recuperação da economia", avaliou o secretário-adjunto da Receita Federal, Luiz Fernando Teixeira.

No acumulado do ano até agosto, a arrecadação segue fraca em decorrência do baixo crescimento da economia e do efeito das desonerações tributárias. Segundo a Receita Federal, nos oito primeiros meses do ano, a renúncia tributária chega a 51 bilhões de reais.

De janeiro a agosto, a arrecadação subiu 0,79 por cento ante o mesmo período do ano passado, para 722,234 bilhões de reais.

O fisco mantém a previsão de crescimento real de 3 por cento na arrecadação este ano. A estimativa não leva em conta a geração de receita extra a ser proporcionada pelos programas de refinanciamento de débitos tributários atrasados, que consta da Medida Provisória 615, aprovada pelo Congresso neste mês.

Para tentar evitar um desempenho modesto das receitas neste ano, o Ministério da Fazenda busca renegociar dívidas tributárias bilionárias com multinacionais, bancos e empresas, oferecendo desconto nas multas e juros. O objetivo é gerar recursos extras nos últimos meses do ano.

AGOSTO MELHOR

Além dos tributos vinculados a rentabilidade das empresas, o destaque do mês passado foi o crescimento de 10,33 por cento no recolhimento do Imposto de Importação, favorecido pelo aumento na taxa média de câmbio e pelo aumento no valor em dólar das importações.

O recolhimento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis também registrou forte alta, de 65 por cento, em relação a agosto do ano passado, devido à recomposição parcial de alíquotas. Contudo, o IPI total apresenta queda de 0,8 por cento na mesma comparação.

Os demais tributos federais apresentaram desempenho fraco: o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), a Cide-Combustíveis e a Cofins tiveram resultados negativos ante agosto do ano passado.

O secretário-adjunto informou que o Ministério da Fazenda adiou para 2014 a decisão sobre o reajuste da tabela de preços de bebidas frias --cervejas, refrigerantes e água- sobre a qual incide a carga tributária (IPI, PIS e Cofins).

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