Fed deixa bancos esperando sobre ativos em commodities

segunda-feira, 23 de setembro de 2013 15:11 BRT
 

NOVA YORK, 23 Set (Reuters) - O futuro dos negócios de commodities do Goldman Sachs e do Morgan Stanley enfrenta incertezas ainda maiores após o vencimento de um prazo, no final de semana, para as instituições adequarem suas negociações no mercado físico com os regulamentos norte-americanos.

O prazo venceu sem que o Banco Central dos EUA se pronunciasse. O silêncio do Federal Reserve deixa os dois bancos ainda mais inseguros sobre se eles serão capazes de continuar a possuir e operar ativos para a negociação de commodities, de usinas de energia a armazéns de metais.

Os bancos questionam se o problema de longa data agora entrou em uma revisão mais ampla do Fed sobre o papel de Wall Street nos mercados físicos.

Os bancos têm discutido o assunto com o órgão regulador a portas fechadas há cinco anos, desde que se converteram a bancos regulados pela instituição norte-americana no auge da crise financeira em setembro de 2008. Bancos comerciais rivais não estão autorizados a possuir tais ativos.

Em julho, porém, o papel de Wall Street --incluindo outros bancos-- no mercado físico de commodities, de repente ficou sob intenso escrutínio em Washington em meio a uma série de investigações civis e criminais, incluindo acusações de que os bancos têm inflado artificialmente os preços em mercados desde o de eletricidade na Califórnia até o de alumínio.

Tal problema pode vir à tona durante audiências do Comitê Bancário do Senado no próximo mês, quando o Fed e os bancos devem dar seus depoimentos. O caráter próximo das duas datas levou algumas pessoas a especularem que o Banco Central dos EUA pode fazer um anúncio sobre sua revisão em breve, a fim de evitar questionamentos do Congresso.

Ainda assim, o silêncio do Fed sobre o vencimento do prazo de 21 de setembro veio como uma surpresa para alguns.

"Seria de se esperar algo similar a uma ordem do Fed, a menos que os bancos tivessem uma forte indicação --formal ou informalmente-- que está tudo bem para eles continuarem a manter esses ativos", disse Saule Omarova, professor convidado da faculdade de Direito da Universidade de Cornell, no sábado.

"A ambiguidade persiste", acrescentou.

(Reportagem de David Sheppard e Josephine Mason)