Reconstrução de fornos adia meta de produção de níquel da Anglo American

segunda-feira, 23 de setembro de 2013 18:30 BRT
 

Por Sabrina Lorenzi

BELO HORIZONTE, 23 Set (Reuters) - A necessidade de reconstrução de dois fornos adiou em quase quatro anos a meta da Anglo American de produzir níquel a plena capacidade na unidade Barro Alto, em Goiás.

A mineradora planeja a capacidade máxima da planta de níquel, de 36 mil toneladas, a partir de meados de 2016, afirmou nesta segunda-feira o presidente Unidade de Níquel da Anglo American no Brasil, Walter De Simoni.

"Começamos a fazer estudos de engenharia para reforma dos dois fornos; um vai ser em 2014 e o outro em 2015... Pretendemos atingir produção nominal a partir de junho de 2016", disse ele a jornalistas, após evento do setor em Belo Horizonte.

O empreendimento é uma aposta da Anglo para elevar a produção global de níquel de 26 mil toneladas/ano para 66 mil toneladas/ano, aumentando de 8 para 11 por cento a sua fatia no mercado de ferroníquel, informa a empresa em seu site.

A planta de níquel Barro Alto, que consumiu investimentos de 1,9 bilhão de dólares, foi inaugurada em 2011 com uma projeção de atingir capacidade nominal no final de 2012.

Questionado, o executivo não deu detalhes sobre os problemas.

"Justamente porque tivemos problemas com fornos... nós não atingimos a capacidade máxima de produção."

Mas os planos da mineradora foram adiados por problemas no projeto, principalmente em seus fornos.

"Alguns dos problemas só serão resolvidos com redesenho ou reprojetos dos fornos... estamos começando a discussão com possíveis fornecedores", disse o executivo a jornalistas após participar de painel no 15o Congresso de Brasileiro de Mineração.

A mineradora espera produzir entre 20 mil e 25 mil toneladas de níquel em sua unidade brasileira Barro Alto neste ano, após problemas nos dois alto-fornos, segundo o executivo.