Banco Monte Paschi segue em direção à aprovação de novo resgate

terça-feira, 24 de setembro de 2013 09:08 BRT
 

MILÃO/ROMA (Reuters) - O banco Monte dei Paschi di Siena, terceira maior instituição financeira da Itália, está preparado para aprovar um plano drástico de reestruturação nesta terça-feira, com o objetivo de obter um resgate de 4,1 bilhões de euros e evitar sua nacionalização.

O banco mais antigo do mundo chegou perto do colapso financeiro por causa da crise de dívida da zona do euro e se encontra em meio a uma investigação judicial sobre a aquisição de um concorrente em 2007 e negociações deficitárias com derivativos que realizou na sequência do acordo.

Sob pressão da Comissão Europeia, o banco deve embarcar em um duro plano de recuperação que inclui um aumento de capital de 2,5 bilhões de euros em 2014, mais que o dobro do montante originalmente previsto por seus administradores.

O comissário de Competição da UE, Joaquín Almunia, disse este mês que caso o Monte Paschi não consiga levantar os fundos no mercado, o governo teria de converter em participação os empréstimos estatais que concedeu ao banco em fevereiro, efetivamente adquirindo o banco.

A possibilidade de que o Tesouro italiano possa obter uma participação no banco já era contemplada no plano de resgate do governo. Este já dizia que caso o Monte dei Paschi não consiga pagar cupom anual de 9 por cento sobre os empréstimos estatais, ele emitirá títulos aos Tesouro.

O montante do aumento de capital requerido pela UE, porém, torna o prospecto de que o Monte dei Paschi caia sob controle estatal direto muito mais provável.

O Monte dei Paschi divulgou prejuízos líquidos totais de cerca de 8 bilhões de euros nos últimos dois anos, e a maioria dos analistas não espera que ele volte a ser rentável antes de 2015.