Dudley, do Fed, "não descarta" redução de estímulo neste ano--CNBC

terça-feira, 24 de setembro de 2013 10:05 BRT
 

Por Jonathan Spicer

24 Set (Reuters) - O presidente do Federal Reserve de Nova York, William Dudley, disse que "certamente não iria querer descartar" uma redução no programa de compras de títulos do banco central dos Estados Unidos ainda neste ano, acrescentando que o Fed espera agora crescimento econômico mais lento do que em junho.

A decisão "depende dos dados", disse Dudley em entrevista na segunda-feira que foi ao ar nesta terça-feira na emissora CNBC. "O que nós realmente queremos enfatizar é que (a redução) é determinada pelos dados, não pelo tempo".

Dudley, aliado próximo do chairman do Fed, Ben Bernanke, repetiu, no entanto, que o plano que Bernanke articulou em junho para reduzir o programa de "quantitative easing" permanece "inalterado".

O plano era reduzir o estímulo ainda neste ano e encerrar o programa aproximadamente até meados de 2014, desde que a economia continue melhorando como esperado.

As mensagens por vezes mistas de autoridades do Fed nos últimos dias têm deixado os investidores em dúvida quanto à redução.

Em junho, os mercados de Treasuries dos EUA caíram com força quando Bernanke anunciou o cronograma para o programa que já dura um ano, no qual o banco compra 85 bilhões de dólares em Treasuries e em títulos hipotecários a cada mês para impulsionar a lenta recuperação econômica norte-americana.

Investidores e economistas esperavam amplamente que o Fed reduzisse o ritmo do estímulo na reunião da semana passada, mas as autoridades decidiram mantê-lo inalterado, gerando um rali global nos títulos e nas ações. O Fed citou a restrição fiscal e condições financeiras apertadas, incluindo em hipotecas, em sua decisão surpreendente.

Dudley disse que o plano de Bernanke foi baseado nas projeções econômicas de junho do Fed; na semana passada, o banco reduziu suas expectativas de crescimento para 2013 e 2014.

"Então se a economia estiver se comportando em linha com a estimativa de junho do Fed, então certamente é provável que banco central irá reduzir (o estímulo) ainda neste ano", disse Dudley. "Mas se isso irá acontecer ou não, continua incerto".

(Reportagem adicional de Rodrigo Campos)