24 de Setembro de 2013 / às 21:13 / 4 anos atrás

Anglo American busca parceiro com experiência para Minas-Rio

Por Sabrina Lorenzi

BELO HORIZONTE, 24 Set (Reuters) - A Anglo American atraiu interessados para o projeto de minério de ferro Minas-Rio, seu maior empreendimento no mundo, mas ainda tenta encontrar um parceiro com experiência para o ativo, disseram executivos da empresa nesta terça-feira.

Segundo o presidente-executivo global da mineradora, Mark Cutifani, ainda deverá levar certo tempo até a empresa encontre um sócio ideal que se adéque aos planos da mineradora para o projeto.

Os embarques de minério de ferro a partir do Minas-Rio serão iniciados no final de 2014, segundo o presidente da unidade de minério de ferro no Brasil, Paulo Castellari, também presente em conferência de imprensa realizada durante congresso de mineração em Belo Horizonte.

A empresa informou que já obteve 98 por cento das licenças do "mineroduto" do projeto até agora.

"Estamos muito satisfeitos com o processo da mina... um projeto muito bem gerido por equipe dedicada", disse Cutifani.

A mineradora anglo-sul-africana conseguiu se livrar recentemente de liminares judiciais que interromperam as obras. A empresa passou a cumprir alguns pré-requisitos determinados pela Justiça para seguir com o projeto.

O ativo de classe mundial possui recursos de 5,8 bilhões de toneladas, com vida útil que dependerá do ritmo de produção.

O Minas-Rio, adquirido do empresário Eike Batista pela Anglo em 2008, inclui mina, planta de beneficiamento, "mineroduto" de 525 quilômetros e participação no Porto do Açu, no Rio de Janeiro. Juntamente com outra mina de ferro no Amapá, a aquisição superou a cifra de 5 bilhões de dólares.

A mudança no controle da LLX, com a qual a Anglo possui parceria para o Porto do Açu, não afeta os planos da empresa nem suas operações no terminal portuário, disse Castellari.

O atraso no projeto e o aumento de custos foram os principais motivos para uma baixa contábil de 4 bilhões de dólares no balanço da mineradora em 2012.

O projeto de 8,8 bilhões de dólares localizado em Conceição do Mato Dentro, em Minas Gerais, esbarrou em problemas de licenciamento, com ocorrência de sítios arqueológicos na região da mina, entre outros entraves.

O principal desafio da empresa era levar adiante as obras do "mineroduto", que atravessa diversas cidades.

FOSFATO

A Anglo não tem interesse em vender seus ativos de fosfato no Brasil, disse o CEO global da mineradora.

"Entrei na empresa há cinco meses e meio e na minha visão nióbio e fosfato são duas commodities que têm excelente futuro, e para nós faz sentido nos posicionar como fornecedores", afirmou.

Ele disse ainda acreditar que o governo brasileiro decidiu dar uma pausa no marco da mineração para refletir sobre os impactos na indústria.

A presidente da Dilma Rousseff retirou a urgência de tramitação da proposta no Congresso na segunda-feira.

Apesar da retirada da urgência, o governo acredita que o projeto possa ser votado em outubro, disse o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

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