25 de Setembro de 2013 / às 16:46 / 4 anos atrás

Mantega: recursos de estrangeiros representarão até 50% das concessões

Ministro da Fazenda, Guido Mantega, fala durante coletiva de imprensa em São Paulo. Mantega disse em Nova York nesta quarta-feira que entre 30 a 50 por cento dos recursos dos projetos de concessões de infraestrutura deverão ser de investidores estrangeiros. 30/08/2013. REUTERS/Nacho Doce

NOVA YORK, 25 Set (Reuters) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse em Nova York nesta quarta-feira que entre 30 a 50 por cento dos recursos dos projetos de concessões de infraestrutura deverão ser de investidores estrangeiros.

O governo está promovendo nos Estados Unidos os projetos para tentar atrair mais recursos e mais participantes nos leilões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.

Mantega disse que as regras das licitações não serão alteradas e que a rentabilidade dos projetos são mais elevadas do que a oferecida em outros países. Justamente a rentabilidade e as condições de financiamento dos projetos foi bastante modificada com o objetivo de atrair mais investidores.

Mas voltou a dizer que as futuras licitações de rodovias serão reavaliadas para garantir a atratividade, depois de não ter havido nenhum participante no leilão da BR-050.

O ministro reafirmou a possibilidade de rever o fluxo de veículos e aumentar a parcela de obras a serem tocadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

“Vamos fazer uma espécie de PPP (Parceria Público Privada) em que o setor privado tem o suporte do setor público na concessão”, disse Mantega a jornalistas em Nova York.

CÂMBIO

O ministro voltou a afirmar que o governo ainda está estudando a retirada de Imposto sobre Operação Financeira (IOF) de financiamentos de infraestrutura. “Estamos olhando a possibilidade de retirar IOF dos financiamentos de infraestrutura, mas ainda não tem nada decidido.”

Mantega disse ainda que as cotações do câmbio no Brasil estão passando por um reacomodação em linha com outros países.

O dólar atingiu o pico de 2,45 reais na venda no fim de agosto diante da expectativa que havia de mudança no programa de estímulos Federal Reserve, o que levou o Banco Central brasileiro a lançar um programa de intervenções diárias no mercado de câmbio.

Desde então, a moeda norte-americana perdeu fôlego. Contribuiu para a desvalorização da moeda o fato de o Fed ter mantido o ritmo mensal de compras de ativos em 85 bilhões de dólares, o que acabou levando a cotação para a casa dos 2,20 reais.

“Esta oscilação do câmbio só causa instabilidade, a volatilidade do câmbio não é boa para os mercados”, disse. “O câmbio pode subir ao longo do tempo, mas tem que ser um movimento gradual, feito com base no mercado, com base nos fundamentos.”

Para o ministro, “hoje se vê uma reacomodação no câmbio, não só no Brasil, mas em todos os países emergentes”.

Reportagem de Luciana Lopez

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