EUA vão esgotar capacidade de empréstimo até 17 de outubro--Tesouro

quarta-feira, 25 de setembro de 2013 14:17 BRT
 

WASHINGTON, 25 Set (Reuters) - O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Jack Lew, alertou o Congresso nesta quarta-feira que o país irá esgotar a capacidade de empréstimo até no máximo 17 de outubro, data em que o país terá apenas cerca de 30 bilhões de dólares na mão.

A nova estimativa pressiona ainda mais os parlamentares para elevarem o teto da dívida do país de 16,7 trilhões de dólares, em um momento em que o Congresso se esforça para aprovar um projeto de gastos para manter os financiamentos do governo além de 1º de outubro, quando o novo ano fiscal se inicia.

"Se o governo acabar se tornando incapaz de pagar todas as suas contas, os resultados podem ser catastróficos", disse Lew em carta aos líderes do Congresso.

O futuro do teto da dívida está no ar, com democratas e republicanos mais uma vez profundamente divididos sobre como ampliar a capacidade de endividamento do Tesouro.

A Câmara dos Deputados, controlada pelos republicanos e que utilizou o teto da dívida para extrair concessões fiscais dos democratas em 2011, está focada em desmontar a lei de saúde de Obama em troca de seu voto a favor do limite da dívida.

Líderes republicanos da Câmara afirmaram que ainda não há decisão sobre o que pode estar contido em um projeto de limite da dívida que pode ir ao plenário da Câmara já na sexta-feira.

Mas o presidente Barack Obama afirmou que não irá negociar com os republicanos sobre o aumento da capacidade de endividamento e parlamentares democratas estão pressionando por um aumento claro do limite da dívida.

Um porta-voz do presidente da Câmara, o republicano John Boehner, disse que o alerta de Lew é "outro lembrete de que precisamos trabalhar juntos logo sobre um projeto que aumenta o limite da dívida e lida com as causas da dívida, cortando os gastos de Washington e melhorando o crescimento econômico".

"Isso deveria lembrar o presidente Obama que recusar-se a negociar com o Congresso sobre soluções simplesmente não é uma opção", afirmou o porta-voz de Boehner, Michael Steel.   Continuação...