ENTREVISTA-Plantio de algodão no Brasil saltará mais de 20%

quarta-feira, 25 de setembro de 2013 20:50 BRT
 

Por Roberto Samora

SÃO PAULO, 25 Set (Reuters) - O plantio de algodão no Brasil deverá ter forte recuperação na nova temporada (2013/14), com produtores apostando na pluma em função de melhores preços, um dólar mais firme que favorece exportações e o lançamento de uma nova variedade transgênica que promete produtividade maior e segurança no combate a pragas.

O plantio da safra que está começando crescerá 23,4 por cento na comparação com a temporada passada, para 1,07 milhão de hectares, disse nesta quarta-feira o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gilson Pinesso, em entrevista ao chat Trading Brazil, da Thomson Reuters.

Na última safra, os preços baixos desmotivaram produtores a plantar o algodão, e a produção despencou mais de 500 mil toneladas da pluma ante níveis perto de recorde da temporada anterior, segundo dados do Ministério da Agricultura.

"Nossa expectativa, com a confirmação deste aumento de 23,38 por cento na área, é ter uma produção de 1.539.803 toneladas. O que seria um aumento de 27 por cento em relação à safra passada, disse Pinesso, considerando condições climáticas normais.

A expectativa de plantio da Abrapa foi revisada para cima, no momento em que os produtores começam a semear suas lavouras. Em julho, a Abrapa falou em aumento de até 15 por cento na área plantada.

"Houve melhora nos preços internos do algodão e também o lançamento da nova tecnologia para o algodão, o BT II, no Brasil. Isso ajuda o produtor a obter maior produtividade e segurança no combate às pragas que atacam a lavoura, principalmente a Helicoverpa armigera", acrescentou.

Um dólar mais forte também influencia "positivamente o aumento do plantio", completou o presidente da Abrapa, acrescentando que os produtores já comercializaram antecipadamente 30 por cento da colheita futura.

"É um valor muito bom para a época da safra em que estamos. No mesmo período do ano passado estávamos com cerca de 35 por cento da safra vendida."   Continuação...