26 de Setembro de 2013 / às 15:40 / 4 anos atrás

Dados dos EUA dão sinais conflitantes sobre saúde da economia

Por Jason Lange

WASHINGTON, 26 Set (Reuters) - Os contratos para comprar moradias usadas nos Estados Unidos caíram pelo terceiro mês seguido em agosto, mas o número de norte-americanos que solicitaram novos pedidos de auxílio-desemprego caiu na semana passada para mínima em quase seis anos, em sinais conflitantes sobre a saúde da economia do país.

Outro relatório econômico divulgado nesta quinta-feira confirmou o ritmo sólido do crescimento econômico no segundo trimestre, embora também tenha mostrado queda preocupante nos preços ao consumidor.

Juntos, os dados oferecem um desafio para o Federal Reserve, que quer ver mais evidências sólidas de que a economia norte-americana está ganhando força antes de reduzir o programa de compra de estímulos.

Na semana passada, o Fed considerou uma alta da taxa de juros como ameaça à economia, e também disse que o desemprego e a inflação continuam muito fracas.

A Associação Nacional de Corretores informou nesta quinta-feira que seu índice de vendas pendentes de moradias, baseado em contratos assinados no mês passado, recuou 1,6 por cento, para 107,7. Economistas consultados pela Reuters estimavam queda de 1,0 por cento.

A queda foi o mais recente sinal de que a alta das taxas hipotecárias está tirando força da recuperação do mercado imobiliário norte-americano.

Ao mesmo tempo, dados do mercado de trabalho foram mais positivos.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 5 mil, para 305 mil segundo dados ajustados sazonalmente, informou o Departamento de Trabalho nesta quinta-feira.

"Os pedidos estão indicando maior aceleração nos aumentos de vagas de emprego", disse Jim O' Sullivan, economista da High Frequency Economics.

A média móvel de quatro semanas de novos pedidos, que alivia a volatilidade mensal, caiu em 7 mil, para 308 mil, menor nível desde junho de 2007.

Separadamente, o governo dos EUA informou que foi mantida a estimativa de que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a uma taxa anual de 2,5 por cento entre abril e junho.

Essa é uma taxa de crescimento respeitável, especialmente considerando que Washington elevou as taxas em janeiro e que fez corte no orçamento federal em março.

Mas em indicação ainda mais preocupante, o Departamento do Comércio informou que os preços de bens e serviços comprados pelas famílias norte-americanas caíram pela primeira vez em quatro anos.

Essa é uma indicação preocupante para a economia nacional porque sugere que as empresas têm pouca força para elevar os preços.

O departamento disse que seu índice de preços para as compras do consumidor, que é a principal medida de inflação do Federal Reserve, banco central do país, caiu a uma taxa de 0,1 por cento.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below