Deputados republicanos exigem adiamento no Obamacare para elevar dívida

quinta-feira, 26 de setembro de 2013 20:41 BRT
 

WASHINGTON, 26 Set (Reuters) - Deputados republicanos recusaram-se nesta quinta-feira a ceder às demandas do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por medidas diretas que mantenham o governo operante além de 30 de setembro e aumentem a capacidade de endividamento para evitar um histórico default.

Eles disseram que vão buscar um adiamento de um ano na implementação completa da nova lei nacional de saúde pública conhecida como "Obamacare" em troca da elevação do teto da dívida dos EUA em nível suficiente para permitir que o Tesouro assuma dívidas até o fim de 2014.

Mesmo após alguns republicanos sêniores preverem que não haverá paralisação do governo em 1º de outubro ou default no próximo mês, o presidente da Câmara, John Boehner, alertou que sua casa não deve aceitar o projeto de gastos públicos que o Senado deve aprovar nos próximos dias, que simplesmente estende o atual financiamento.

"Não vejo isso acontecendo", disse Boehner a jornalistas em coletiva de imprensa após reunião a portas fechadas com sua equipe.

Deputados republicanos aprovaram projeto de lei emergencial de gastos públicos na semana passada para retirar recursos do Obamacare. Mas com democratas resistindo a essa tática, começaram a analisar outros planos de emendas à proposta de gastos.

O Senado, de maioria democrata, pretende aprovar nos próximos dias um projeto "limpo" para manter o governo operante de 1º de outubro a 15 de novembro e enviá-lo à Câmara, de maioria republicana, enquanto se aproxima o vencimento do financiamento do governo no fim deste ano fiscal, à meia-noite de segunda-feira.

O deputado republicano Tom Cole disse que há discussões na Câmara sobre a inclusão de uma medida, que ele não especificou, ao projeto de financiamento que tem apoio bipartidário no Senado.

A proposta poderia ser a revogação de imposto sobre aparelhos médicos que coletaria 30 bilhões de dólares em 10 anos e ajudaria a pagar parte dos custos do Obamacare.

Assessores de senadores democratas têm insistido, no entanto, que uma medida como essa, embora desfrute de amplo apoio bipartidário, não deveria ser atrelada ao projeto emergencial de gastos públicos, e alguns senadores democratas e republicanos já rejeitaram a ideia.   Continuação...