September 26, 2013 / 6:11 PM / 4 years ago

Integrantes do Fed admitem problemas com comunicação sobre estímulo

3 Min, DE LEITURA

Por Sakari Suoninen e Alistair Scrutton

FRANKFURT/ESTOCOLMO, 26 Set (Reuters) - O Federal Reserve confundiu mercados financeiros sobre a redução de seu programa de compra de títulos, disseram dois integrantes do banco central dos Estados Unidos nesta quinta-feira e um deles argumentou que a instituição deveria atrelar especificamente a decisão a quedas na taxa de desemprego para ser mais previsível no futuro.

O diretor do Fed Jeremy Stein disse que estaria confortável em agir na reunião de 17 e 18 de setembro e que a decisão de continuar comprando títulos no ritmo de 85 bilhões de dólares ao mês foi, para ele, "apertada".

"Mas começar em setembro ou mais tarde não é, em si, a grande questão -- a diferença no montante total de títulos que compramos seria modesta", disse ele em conferência de política monetária em Frankfurt.

"O que é muito mais importante é fazer tudo que pudermos para garantir que essa difícil transição seja implementada da forma mais transparente e previsível possível. Acho que é seguro dizer que há espaço para melhora", disse ele.

A decisão do Fed de manter o ritmo do programa de compra de bônus surpreendeu os mercados financeiros, que esperavam que o banco central começasse a reduzir lentamente o estímulo.

O Fed disse que a decisão da semana passada deve-se à performance decepcionante da economia dos EUA no segundo semestre de 2013. A instituição também destacou turbulências advindas do aperto fiscal nos EUA, que pode piorar à medida que líderes em Washington disputam sobre o acordo para manter o governo operante e elevar o teto da dívida dos EUA.

Investidores voltam a atenção agora para as reuniões do Fed em outubro e dezembro, embora alguns economistas afirmem que o banco central pode esperar até 2014 para garantir que a economia dos EUA tenha ganhado fôlego de forma significativa.

Mas o presidente do Fed de Richmond, Jeffrey Lacker, um dos integrantes mais linha-dura do Fed que tem pedido há meses a redução nas compras de bônus, disse que o banco central atingiu um beco sem saída ao não reduzir o estímulo na semana passada.

"Pode ser difícil (agir) em outubro sem perder credibilidade, mas não vejo por que não poderíamos fazê-lo", disse ele em conferência bancária em Estocolmo.

"Será mais difícil realizar a comunicação de forma crível no futuro", disse ele a jornalistas. Lacker não tem poder de voto no comitê de política monetária do Fed neste ano.

Um terceiro integrante, o presidente do Fed de Minneapolis Narayana Kocherlakota, disse separadamente em audiência em Houghton, Michigan, que o banco central deveria fazer o necessário para reduzir o desemprego.

"Baixos níveis de inflação mostram que o (Fed) tem bastante espaço para fornecer o estímulo ao mercado de trabalho", disse ele em discurso preparado. Kocherlakota é um dos integrantes de postura mais expansionista. No passado, ele sugeriu que o banco central deveria manter os juros quase zerados até que o desemprego atingisse 5,5 por cento.

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