Nova zona de livre comércio da China gera altas expectativas

sexta-feira, 27 de setembro de 2013 10:17 BRT
 

PEQUIM/XANGAI (Reuters) - A China anunciou formalmente planos detalhados para uma nova zona de livre comércio em Xangai, promovida como potencialmente a maior reforma econômica do país desde que Deng Xiaoping usou uma zona similar em Shenzhen para abrir em 1978 a economia fechada ao comércio.

Em anúncio do Conselho de Estado, ou o gabinete, nesta sexta-feira, a China informou que vai abrir seu protegido setor de serviços para a competição externa na zona de comércio e utilizá-la como teste para reformas financeiras audaciosas, incluindo um iuan coversível e taxas de juros liberalizadas.

Economistas consideram ambas as áreas como impulsos essenciais para reestruturar a segunda maior economia do mundo e colocá-la em um caminho de crescimento mais sustentável.

Nenhum cronograma específico foi dado para a implementação de qualquer uma das reformas, embora elas devam entrar em vigor dentro dos próximos dois ou três anos, disse o governo, acrescentando que a liberalização financeira pode depender de controles de risco adequados. A mídia estatal chinesa alertou que reformas financeiras não devem ser implementadas neste ano.

Um executivo de um multinacional estrangeira em Xangai disse que a empresa dele está aguardando por mais detalhes. "Será que essa segunda versão de Shenzen está anunciando o começo de uma nova era no comércio, ou apenas algo passageiro para simplesmente impulsionar a confiança econômica?"

A zona, nomeada formalmente de Zona de Livre Comércio Piloto da China (Xangai), deve abrir formalmente no domingo. A China suspenderá certas leis nacionais que regulam o estabelecimento de empresas estrangeiras na zona efetivamente em 1o de outubro.

Além de estabelecer metas para melhoras nas áreas de serviços financeiros, comércio e governança, o documento detalha iniciativas que cobrem 18 diferentes indústrias que vão desde embarques marítimos e seguros até educação e bancos estrangeiros.

As expectativas de que Pequim seguirá com os planos de reforma tem impulsionado o investimento especulativo em imóveis dentro e ao redor da zona de livre comércio e as ações de companhias que devem se beneficiar com sua criação e operação.

Os valores de imóveis têm crescido em meio às expectativas de que companhias chinesas e internacionais aluguem escritórios, remodelem imóveis existentes ou construam novos.   Continuação...