Evans, do Fed, vê "chance decente" de redução de estímulo neste ano

sexta-feira, 27 de setembro de 2013 12:51 BRT
 

Por Balazs Koranyi e Camilla Knudsen

OSLO, 27 Set (Reuters) - Há uma "chance decente" de que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, possa começar a reduzir seu estímulo monetário neste ano, mas há riscos que podem adiar esse processo para o próximo ano, disse nesta sexta-feira Charles Evans, presidente do Fed de Chicago.

O Fed surpreendeu os mercados neste mês quando adiou a redução de suas compras de títulos mensais de 85 bilhões de dólares, argumentando que precisa aguardar mais evidências de sólido crescimento econômico.

"A perspectiva (econômica)... me parece compatível com a redução do ritmo de compras", disse Evans a repórteres em Oslo nesta sexta-feira.

"Mas se vamos ou não ter confiança suficiente na reunião de outubro ou na reunião de dezembro, eu apenas não posso dizer isso com muita certeza. Acho que há uma chance decente disso. Mas pode demorar um pouco mais", disse em seus primeiros comentários públicos desde a decisão do Fed.

Evans disse que as compras de ativos podem totalizar 1,25 trilhão de dólares do início do ano até seu consequente término, e o volume geral é um fator mais importante do que o momento no qual o estímulo será reduzido.

Alguns economistas dizem que é possível que o Fed possa não começar a reduzir suas compras de títulos até depois que o mandato do chairman do banco central, Ben Bernanke, termine em janeiro. Isso deixaria a complicada tarefa de reduzir o estímulo para o sucessor de Bernanke, possivelmente a atual vice-chair, Janet Yellen, que foi identificada por autoridade da Casa Branca neste mês como a principal candidata para o cargo.

Evans disse que a decisão dele neste mês "trata-se de quanta confiança eu tenho de que a melhora recente no relatório de emprego e no mercado de trabalho em geral irá continuar", disse Evans. "Eu tenho ficado surpreso em ver tal redução na taxa de desemprego sem um crescimento razoavelmente forte do Produto Interno Bruto (PIB)".

Ele acrescentou que o crescimento do PIB pode continuar a acelerar, atingindo 2,5 por cento no segundo semestre deste ano, e então atingindo 3 por cento ou mais em 2014, mesmo se isso ainda for "muito mais uma projeção".

(Reportagem adicional de Ann Saphir em Chicago)