Estatal do pré-sal tem que olhar Petrobras e sócias de igual para igual, diz Graça Foster

sábado, 28 de setembro de 2013 14:18 BRT
 

Por Sabrina Lorenzi e Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO, 27 Set (Reuters) - A estatal Pré-Sal Petróleo SA (PPSA), que vai gerir as áreas licitadas do pré-sal e terá poder de veto nas operações das petroleiras que atuarem na região, precisa "olhar de igual para igual" para a Petrobras e as empresas que vencerem as licitações das enormes reservas de petróleo do país.

A avaliação foi feita nesta sexta-feira pela presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, que comanda a empresa que será a operadora única e sócia das áreas licitadas do pré-sal, com no mínimo 30 por cento de participação.

"Vejo a PPSA com uma excepcional colaboração para todos do consórcio. Agora, necessariamente aqueles caras que sentarem lá têm que olhar pra gente de igual para igual", afirmou ela a jornalistas, ao ser indagada sobre as discussões para a criação da empresa.

A constituição da PPSA foi tema da reunião de Graça Foster com a presidente Dilma Rousseff e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, nesta sexta-feira pela manhã, em Brasília.

Graça Foster, contudo, não deu detalhes sobre a reunião com Dilma.

O do fato de a PPSA ter, por exemplo, poder de veto nos projetos apresentados pelo consórcio vencedor das licitações do pré-sal é uma das queixas de executivos do setor.

Pela lei da partilha, os desembolsos com o desenvolvimento da produção no pré-sal poderão ser calibrados, pois o governo, por meio da PPSA, também participará da definição de prazos mínimos, bem como poderá aprovará ou não planos apresentados pelos consórcios.

"A PPSA tem importância fenomenal ... torço para que tenha excepcionais técnicos com grande experiência", acrescentou.   Continuação...