Republicanos mantêm posições e paralisação do governo dos EUA se aproxima

domingo, 29 de setembro de 2013 11:03 BRT
 

Por Thomas Ferraro

WASHINGTON, 28 Set (Reuters) - Com os republicanos conservadores da Câmara prometendo não recuar sobre um projeto de lei de gastos de emergência em uma pressão para retirar verbas do programa de reforma da saúde do presidente Barack Obama, o governo norte-americano se aproximava neste sábado de sua primeira paralisação desde 1996.

Embora tenha sido levantada na sexta-feira uma possível solução temporária de último minuto, incluindo uma extensão de 10 dias das verbas do governo, não havia sinais de que democratas e republicanos possam chegar a um acordo antes do prazo final, em 1º de outubro.

E no momento não há indícios de que negociações estejam sendo feitas entre os dois lados.

O Senado, como esperado, aprovou na sexta-feira uma medida direta de financiamento de emergência para manter o governo funcionando até 15 de novembro, depois de retirar os artigos republicanos para acabar com as verbas para a lei de saúde de 2010, conhecida como Obamacare.

Os republicanos, que controlam a Câmara dos Deputados, agora devem decidir como responder a isso, algo que pode acontecer já neste sábado.

O deputado Tom Graves da Geórgia anunciou na sexta-feira que ele e 61 colegas iriam insistir em um adiamento de um ano do "Obamacare", que deve ser lançado em 1º de outubro, como condição para financiar o governo e evitar uma paralisação.

A pressão para tomar uma posição sobre a reestruturação do sistema de saúde, que os republicanos veem como uma intrusão maciça do governo que irá fazer com que os prêmios dos seguros disparem, vem sendo sustentada pelo Tea Party, a ala conservadora e anti-Washington do partido.

Uma rejeição da medida de financiamento jogaria a bola de volta ao Senado controlado pelos democratas, talvez ainda no domingo ou na manhã de segunda-feira, com pouco tempo para continuar o pingue-pongue político.   Continuação...