CEO da Siemens irrita líderes sindicais com cortes de vagas

segunda-feira, 30 de setembro de 2013 15:06 BRT
 

MUNIQUE/FRANKFURT, 30 Set (Reuters) - Notícias de corte de 15 mil postos de trabalho na alemã Siemens colocaram o novo presidente-executivo do grupo de engenharia da Alemanha, Joe Kaeser, em colisão com a liderança de trabalhadores apenas 2 meses após ter assumido o posto.

"Somos contrários a um programa de demissão motivado por margens (de lucro). A Siemens precisa de um programa sustentável e orientado para o futuro que tenha como foco as pessoas e não apenas as margens," disse Lothar Adler, chefe do conselho de trabalhos na segunda-feira.

Segunda maior empresa alemã por valor de mercado, a Siemens pretende economizar 6 bilhões de euros (8,1 bilhões de dólares) para chegar mais perto das rivais mais rentáveis como a norte-americana General Electric e a ABB da Suíça.

Um porta-voz da empresa disse à Reuters no domingo, que a Siemens fecharia um total de 15 mil vagas, ou cerca de 4 por cento do seu quadro de funcionários, e que metade destas vagas já não existiam mais.

Um terço dos cortes estão no mercado doméstico alemão. Dentre estes, 2 mil serão cortados nos negócios de produtos industriais, 1,4 mil nos negócios de infraestrutura e energia.

Kaeser enfrenta o desafio de deixar em forma um enorme conglomerado com quase 370 mil funcionários, 78 bilhões de euros em vendas anuais e produtos que vão de turbinas a gás a trens de alta velocidade a máquinas de ultrassom, como também reconquistar a confiança dos investidores.

(Por Jens Hack e Maria Sheahan)