2 de Outubro de 2013 / às 12:15 / 4 anos atrás

BCE diz que todas opções estão disponíveis para aliviar taxas do mercado

Por Eva Taylor e Ingrid Melander

PARIS, 2 Out (Reuters) - O Banco Central Europeu (BCE) está monitorando de perto os movimentos das taxas de juros do mercado e está preparado para usar qualquer opção de política para aliviá-las se necessário, disse o presidente do BCE, Mario Draghi, nesta quarta-feira.

O banco central está “particularmente atento” a qualquer movimento nas taxas de mercado que possa ameaçar a recuperação econômica ou pressionar a inflação muito para baixo, disse Draghi em entrevista à imprensa depois que o banco manteve as taxas de juros oficiais da zona do euro na mínima recorde de 0,5 por cento.

A instituição também manteve sua taxa de depósito em 0 por cento e a taxa de empréstimo em 1 por cento.

“Em relação às condições do mercado de crédito, permaneceremos particularmente atentos às evoluções que podem ter implicações para a postura de política monetária”, disse Draghi.

“Estamos preparados para usar qualquer instrumento incluindo outra operação de refinanciamento de longo prazo (LTRO, na sigla em inglês), caso seja necessário”.

Embora o BCE não tenha uma meta para o euro, que está perto da máxima em dois anos contra cesta de outras moedas e pode subir mais desde que o banco central norte-americano decidiu não começar a reduzir seu programa de estímulo monetário, Draghi disse que o banco está monitorando o potencial impacto na economia do bloco.

“A taxa de câmbio não é uma meta para o BCE... Entretanto, a taxa de câmbio é importante para o crescimento e para a estabilidade de preços, e nós estamos certamente atentos a essas evoluções”.

A preocupação do BCE aumentou em relação às taxas de juros do mercado, que subiram nos últimos meses com a perspectiva de que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, reduziria seu estímulo monetário.

Buscando conduzi-las para baixo, o BCE informou em julho que iria manter as taxas nos níveis atuais ou mais baixos por um “período prolongado de tempo”. Essa orientação foi reafirmada por Draghi nesta quarta.

A economia da zona do euro está amplamente se atendo ao cenário do BCE de lenta recuperação. A inflação desacelerou para 1,1 por cento em setembro --a mínima desde fevereiro de 2010 e um nível que permite ao BCE manter sua política monetária frouxa.

Entretanto, o crescimento da indústria e na Itália desacelerou em setembro, destacando o frágil estado da recuperação na periferia da zona do euro. A contração econômica da Grécia se aprofundou.

“Os indicadores de confiança até setembro confirmam a melhora gradual esperada na atividade econômica ante os níveis baixos”, disse Draghi. “As pressões dos preços na zona do euro devem permanecer sob controle no médio prazo”, acrescentou Draghi.

Reportagem de Sukari Suoninen

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