ATUALIZA 1-CEO da Oi diz que nova empresa estará entre as maiores do mundo

quarta-feira, 2 de outubro de 2013 20:49 BRT
 

LISBOA, 2 Out (Reuters) - A CorpCo, empresa que será criada com a fusão da Oi com a Portugal Telecom, tem a ambição de estar entre as maiores do mundo, com significativo potencial de crescimento no Brasil, disse o presidente-executivo da Oi e da PT Portugal, que confia na redução da dívida do grupo e melhoria de flexibilidade financeira.

A Portugal Telecom e a Oi assinaram um memorando de entendimento para uma fusão, que fez a ação da empresa portuguesa chegar a disparar mais de 20 por cento dado o reforço da posição estratégica, numa operação que envolverá um aumento de capital de um mínimo de 7 bilhões de reais na operadora brasileira.

"A ambição é estar entre os maiores players globais, assumindo uma vocação multinacional, desde a primeira hora, num setor em profunda transformação e afirmando-se como uma referência em termos de inovação tecnológica, excelência operacional e criação de valor acionista", disse Zeinal Bava, em declarações escritas enviadas à Reuters.

"A nova companhia terá uma posição única nos mercados estratégicos onde opera, apresentado um potencial de crescimento significativo no Brasil, através de uma aposta na convergência e na mobilidade, bem como capitalizando na liderança tecnológica e de inovação que possui em Portugal", acrescentou.

O executivo explicou que "num contexto de evidente consolidação setorial a nível mundial, chegou o momento de darmos mais um passo decisivo no processo de construção da aliança Oi-Portugal Telecom, construindo um projeto industrial independente, com escala mundial abrangendo 260 milhões de habitantes e mais de 100 milhões de clientes".

"Esta transação coloca a Portugal Telecom e a Oi na vanguarda da onda de consolidação que está a varrer o setor das telecomunicações", ressaltou Bava.

Ele acrescentou ainda que o "aumento de capital de no mínimo 7 bilhões de reais vai melhorar a flexibilidade financeira do grupo, reduzindo assim o risco financeiro da companhia e permitindo-nos continuar a investir no crescimento do negócio".

"Através do reforço continuado da disciplina financeira, da monetização das sinergias e de uma aposta inequívoca na excelência operacional estamos confiantes no aumento da geração de caixa da nova empresa e redução da dívida no futuro", referiu.

"Analisamos esta operação com muito cuidado e identificamos mais de 5 bilhões de reais em sinergias, o que é muito no contexto de uma operação internacional transfronteiriça, ainda que seja uma estimativa conservadora quando comparada com outras transações no setor", frisou Bava.   Continuação...