Camex impõe pena antidumping contra importação de chapa grossa

quinta-feira, 3 de outubro de 2013 15:11 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu aplicar por até cinco anos penas antidumping contra importações de chapas grossas de aço originárias da África do Sul, China, Coreia do Sul e Ucrânia, segundo resolução publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial da União e que atende em parte pleito da Usiminas.

A penalidade envolve o produto "laminado plano de baixo carbono e baixa liga (...) de espessura igual ou superior a 4,75 milímetros, podendo variar em função da resistência, e largura igual ou superior a 600 milímetros, independentemente do comprimento (chapas grossas)", segundo texto publicado.

As sobretaxas aplicadas, que variam de 135,08 dólares por tonelada a 261,79 dólares por tonelada, valem para importações de todos os produtores dos países citados.

A resolução, porém, cita que as penalidades não se aplicam para determinados tipos de chapas grossas, como as de aço carbono com requisitos para atender a testes de resistências à corrosão ácida e às voltadas para produção de alguns tipos de tubulações.

A decisão foi tomada após pedido da Usiminas, maior produtora de aços planos do Brasil, junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) em dezembro de 2011. O pedido de abertura de investigação incluiu produtos originários também da Austrália e Rússia.

Segundo o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Carlos Loureiro, a medida da Camex envolve cerca de 10 por cento do consumo aparente de chapa grossa do país.

Loureiro afirmou que a decisão ocorre em um momento em que o governo anunciou a retirada da elevação do Imposto de Importação, implementada no ano passado.

"A medida é altamente saneadora para o que poderia acontecer na hora que o imposto de importação caia de 25 para 12 por cento novamente este mês", disse o presidente do Inda.

"Que está havendo dumping em chapa grossa é uma realidade. É o produto com maior ociosidade. Na China tem 40 por cento de ociosidade", acrescentou.   Continuação...