Energia térmica a gás em leilões é viável de R$140 a 150/Mwh--AES Tietê

quinta-feira, 3 de outubro de 2013 18:48 BRT
 

BARIRI, São Paulo, 3 Out (Reuters) - O preço viável para viabilizar novos projetos termelétricos a gás natural nos leilões de energia do governo deve ser de 140 reais por megawatt-hora (MWh) a 150 reais por MWh, considerando os preços de gás natural hoje praticados, de 13 a 14 dólares por milhão de BTU, disse executivo da AES Tietê.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que planeja a expansão da matriz elétrica, estabelece um Custo de Valor Unitário (CVU) de 105 reais por MWh para a participação de térmicas nos leilão de energia A-5, marcado para dezembro. O CVU serve de base para a formação do preço da energia das usinas.

"O preço de gás equivalente para esse preço seria entre 5 e 6 dólares por milhão de BTU", disse nesta quinta-feira o presidente da AES Tietê, Britaldo Soares, a jornalistas, durante o AES Tietê Day, na hidrelétrica Bariri (SP).

Ele acrescentou que, a esses preços atuais do gás natural, a viabilização de novas térmicas em leilões fica mais favorável às térmicas localizadas "na boca do poço", ou seja, próximas do poço de exploração do combustível -- o que seria o caso da Eneva, ex-MPX.

A AES Tietê tem dois projetos novos de geração de energia termelétrica a gás --Termo São Paulo e Termo Araraquara-- mas ainda não conseguiu garantir o combustível para as térmicas, o que é requisito para habilitação nos leilões.

Britaldo voltou a sugerir que a comprovação de garantia de gás exigida nos leilões ocorra apenas para os projetos vencedores --e não para todos os projetos interessados em participar, conforme ocorre atualmente.

O executivo disse que a empresa mantém como prioridade atender a obrigação estabelecida pela AES Tietê com o governo do Estado no contrato de concessão, que prevê expansão da capacidade instalada em 15 por cento com os projetos térmicos.

Mas a AES Tietê também tem interesse na hidrelétrica Três Irmãos, atualmente operada pela Cesp, mas que será licitada no ano que vem, e que poderia contribuir para atender a obrigação de expansão.

"Com as nossas estruturas operacionais, ela tem total sinergia", disse Britaldo, ponderando que aguarda o edital de licitação da usina para avaliar se entra na disputa.   Continuação...