Brasil produz 15,2% mais veículos em setembro sobre um ano antes

sexta-feira, 4 de outubro de 2013 16:28 BRT
 

SÃO PAULO, 4 Out (Reuters) - A indústria brasileira de veículos acelerou sua produção em setembro em um momento em que o setor se prepara para um possível pico na demanda nos últimos meses do ano.

O setor produziu 332 mil carros, comerciais leves, caminhões e ônibus em setembro, crescimento de 15,2 por cento sobre o mesmo período do ano passado e queda de 2,5 por cento na comparação com agosto, que contou com um dia útil a mais que o mês passado.

A produção do mês passado envolveu 311,9 mil carros e comerciais leves, segmento que além de utilitários esportivos inclui furgões, e 17,1 mil caminhões, além de 3,05 mil ônibus.

No acumulado do ano, a indústria teve produção de 2,84 milhões de unidades, crescimento de 13,9 por cento na comparação com o período de janeiro a setembro de 2012, informou a associação de montadoras, Anfavea, nesta sexta-feira.

O volume foi acumulado ante expectativa revisada para cima pela entidade em agosto de crescimento de 11,9 por cento, a 3,790 milhões de veículos, em 2013.

Já as vendas de 309,9 mil veículos novos em setembro cresceram 7,6 por cento na comparação com o fraco resultado de um ano antes, mas caíram 5,9 por cento ante agosto, quando o setor tinha estoques de 400,5 mil unidades em pátios de montadoras e concessionários.

Com isso, de janeiro a setembro, a indústria acumula licenciamentos de 2,78 milhões de veículos novos, praticamente estável ante os 2,79 milhões de unidades um ano antes. A Anfavea cortou em agosto sua expectativa de crescimento das vendas este ano para entre 1 e 2 por cento ante estimativa inicial de expansão de 3,5 a 4,5 por cento.

Analistas do mercado esperam por uma aceleração das vendas nos últimos meses deste ano diante do pagamento do 13o salário e eventual antecipação de compras que pode ser gerada pela expectativa entre os consumidores sobre fim do desconto do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Porém, a avaliação de analistas e observadores do setor consultados pela Reuters é que o governo decida manter o benefício pelo menos até o início do ano eleitoral de 2014.   Continuação...