Obama não vai negociar sob ameaça de calote, diz assessor

segunda-feira, 7 de outubro de 2013 17:04 BRT
 

WASHINGTON, 7 Out (Reuters) - Autoridades da Casa Branca continuam firmes nesta segunda-feira em afirmar que o presidente dos Estado Unidos, Barack Obama, não vai negociar com parlamentares republicanos enquanto estiver sob a ameaça de calote da dívida, e repetiram que depende do Congresso aumentar o limite de crédito dos EUA.

"Nunca houve um período em que se teve um facção séria ou uma estratégia séria a partir de um partido político... de usar a ameaça de calote como principal tática para conseguir políticas", disse o diretor do conselho econômico nacional da Casa Branca, Gene Sperling, ao site Politico, nesta segunda-feira.

Sperling falou um dia após o presidente da Câmara dos Deputados, o republicano John Boehner, ter mantido uma posição firme no impasse que paralisou o governo e ameaça provocar um calote sem precedentes dos EUA já em 17 de outubro, dizendo que não aumentaria o limite da dívida sem alguma concessão de Obama.

Impedir um aumento no limite da dívida dos EUA para barganhar por concessões políticas estabeleceria um precedente perigoso, disse Sperling.

"Isso será usado de novo e de novo, e vai haver troco caso haja um presidente republicano", disse.

Sperling e o chefe da assessoria econômica da Casa Branca, Jason Furman, disseram que não há saída fácil caso o Congresso não suba o teto da dívida, hoje em 16,7 trilhões de dólares. A Casa Branca acredita que o texto da Constituição dos EUA não dá autoridade ao presidente para aumentar o limite da dívida unilateralmente.

(Reportagem de Mark Felsenthal)

 
Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, discursa ao lado de seu assessor econômico Gene Sperling, em Landover, no Estado de Maryland, EUA. Sterling foi firme nesta segunda-feira em afirmar que o presidente dos Estado Unidos, Barack Obama, não vai negociar com parlamentares republicanos enquanto estiver sob a ameaça de calote da dívida, e repetiu que depende do Congresso aumentar o limite de crédito dos EUA. 7/01/2011. REUTERS/Jason Reed