Obama cobra do Congresso reabertura do governo e elevação da dívida

segunda-feira, 7 de outubro de 2013 20:18 BRT
 

WASHINGTON, 7 Out (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em visita à agência federal responsável pelo combate a emergências, ressaltou a perda de serviços públicos em consequência da paralisação do governo e cobrou do Congresso a reabertura e a elevação do teto da dívida imediatamente.

"Minha suspeita muito firme é de que há votos suficientes" para aprovar as leis, disse Obama. "Coloquem em votação. Coloquem em votação agora. Vamos ver o que acontece", acrescentou.

A agência de emergências chamou de volta funcionários que estavam de licença não remunerada devido à paralisação para ajudar na resposta à passagem da tempestade tropical Karen, mas a tempestade perdeu força e Obama disse que a agência agora mandará 100 funcionários de volta para casa.

O governo federal paralisou a maior parte de suas operações e mandou para casa todos os funcionários considerados não essenciais em 1º de outubro, devido a um impasse no Congresso provocado pela exigência dos republicanos por cortes de gastos ou um adiamento de uma nova lei do sistema de saúde em troca da aprovação do financiamento ao governo.

O país ainda enfrenta a possibilidade de um calote se os parlamentares não aprovarem o aumento do teto da dívida federal até 17 de outubro.

Parlamentares republicanos cobram concessões da Casa Branca também para aprovar o aumento do limite de endividamento, mas Obama tem dito que não vai negociar sobre esse tema.

Obama disse nesta segunda-feira que ficaria satisfeito em negociar com parlamentares republicanos sobre a lei do sistema de saúde e outros temas, mas não sob a ameaça de um calote da dívida.

Um calote terá "impactos catastróficos" na economia dos EUA, disse uma autoridade da Casa Branca a repórteres.

(Reportagem de Steve Holland, Mark Felsenthal e Roberta Rampton)

 
O presidente norte-americano, Barack Obama, durante visita nesta segunda-feira à agência federal responsável pelo combate a emergências, em Washington. 07/10/2013 REUTERS/Kevin Lamarque