Monte Paschi ajusta plano de reestruturação para convencer Bruxelas

segunda-feira, 7 de outubro de 2013 17:50 BRT
 

MILÃO/ROMA, 7 Out(Reuters) - Atendendo a pedidos da União Europeia, o banco italiano Banca Monte dei Paschi di Siena informou que fará novas demissões e vendas de ativos em um esforço para retornar à lucratividade e impedir sua nacionalização.

O terceiro maior banco italiano em ativos recebeu 4,1 bilhões de euros em empréstimos do governo neste ano depois da crise na zona do euro e de um escândalo com derivativos que deixaram a instituição à beira de um colapso.

Mas a Comissão Europeia disse que só daria um sinal verde para a ajuda estatal se o banco elaborasse um novo plano de reestruturação e concordasse em uma emissão de ações maior do que a programada, de 2,5 bilhões de euros.

Segundo o novo plano, o Monti dei Paschi abrirá mão de 3.400 empregos adicionais e buscará cortes de custos de 440 milhões de euros.

O presidente Fabrizio Viola disse que as medidas divulgadas nesta segunda-feira ajudariam o Monte dei Paschi a reduzir os riscos em seu balanço. "O plano de negócios é sólido porque não estamos começando do zero", disse o executivo, referindo-se à economia de custos e outras medidas que a nova direção tomou desde que assumiu o banco no começo de 2012.

O banco mais antigo do mundo chegou perto do colapso durante a crise do euro. A instituição está envolvida em uma investigação judicial sobre a compra de um rival em 2007 e perdas com derivativos ocorridas após o negócio.

De acordo com o novo plano, o banco pretende repagar os empréstimos do estado até 2017 e obter lucro líquido de 900 milhões de euros até esta data.

O plano inclui 8 mil demissões, mais do que o projeto inicial de 4,6 mil. O banco cortou 2,7 mil empregos no final de junho. O Monte dei Paschi disse que fará um aumento de capital de 2,5 bilhões de euros, exigido pela UE, em 2014, além de repagar 3 bilhões de euros de ajuda governamental no mesmo ano.

O banco se comprometeu a limitar o salário máximo anual de seus principais executivos em 500 mil euros por ano até que o aumento de capital ocorra ou o estado receba o dinheiro devido.

Se o Monte dei Paschi falhar em garantir investidores para seu aumento de capital, que é mais do que o dobro do montante originalmente planejado, o banco vai ser parcialmente nacionalizado.

(Por Lisa Jucca e Stefano Bernabei)