Devolução de áreas de petróleo esvazia ativos e reservas da OGX

segunda-feira, 7 de outubro de 2013 20:46 BRT
 

Por Sabrina Lorenzi

RIO DE JANEIRO, 7 Out (Reuters) - A OGX deverá devolver ao governo brasileiro mais três campos de petróleo, em um movimento que se soma a uma série de devoluções anteriores e reduz a base de ativos da endividada petroleira de Eike Batista que está à beira do default.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) rejeitou pedido da OGX para que a companhia mantenha áreas de petróleo onde investimentos foram suspensos, em decisão que deverá forçar a petroleira a devolver novas áreas exploratórias à União.

A OGX solicitou à reguladora a suspensão das atividades nos campos Tubarão Tigre, Tubarão Areia e Tubarão Gato, por um prazo de até cinco anos, alegando falta de tecnologia existente, mas a agência negou e exigiu a apresentação de planos de desenvolvimento para os campos, afirmou o diretor da reguladora, Florival Carvalho.

"A OGX não nos convenceu de que não há tecnologia para desenvolver aqueles campos", disse o diretor da ANP à Reuters nesta segunda-feira, por telefone.

A provável devolução dos campos, originários do bloco BM-C-41, significará mais uma perda no portfólio da OGX, num momento em que a companhia cogita a venda de ativos como forma de geração de caixa e sobrevivência.

Recentemente, a OGX devolveu as áreas de Tambora e Tupungato, do mesmo bloco BM-C-41, bem como as acumulações de Cozumel e Cancun, do bloco BM-C-37, todas da Bacia de Campos.

Áreas das bacias de Santos e Espírito Santo também foram devolvidas pela petroleira, mesmo após o anúncio de importantes volumes estimados de petróleo.

Procurada, a OGX não comentou imediatamente o assunto nem se vai apresentar um recurso à ANP.   Continuação...