Paralisação do governo dos EUA interrompe entregas de aviões

terça-feira, 8 de outubro de 2013 16:50 BRT
 

Por Alwyn Scott

8 Out (Reuters) - A paralisação do governo dos Estados Unidos está impedindo a Boeing e a Airbus de entregarem aeronaves para companhias aéreas do país, mesmo com centenas trabalhadores em licença sendo chamados de volta ao trabalho nesta semana.

Apesar de as chamadas da Administração de Aviação Federal dos EUA (FAA, na sigla inglês) permitirem que aviões feitos pela Boeing sejam certificados, ainda não será possível que os fabricantes de avião executem uma etapa final, o registro.

O escritório de registro da FAA em Oklahoma City, Oklahoma, permanece fechado, disse a FAA nesta terça-feira. O escritório emite números de matrícula para aviões e pilotos, bem como o registo de automóveis e motoristas, disse a agência.

O escritório registra cerca de 10 mil aeronaves por mês, de acordo com a National Business Aviation Association, grupo comercial que disse que o fechamento também estava afetando as vendas de aviões particulares.

A Airbus afirmou nesta terça-feira que o fechamento do escritório a havia impedido de entregar jatos para JetBlue Airways e US Airways Group .

A Boeing e companhias aéreas dos EUA devem ser beneficiadas com a retomada ao trabalho de até 800 funcionários de segurança. As licenças dos trabalhadores ameaçaram suspender a certificação de aeronaves 787 Dreamliners feitas na fábrica da empresa na Carolina do Sul.

A FAA informou que está trazendo de volta nesta semana 200 "engenheiros, inspetores e pessoal de segurança" envolvidos em planos de certificação e navegabilidade .

A FAA disse que também está chamando uma outra equipe e inspetores que supervisionam as operações aéreas e 25 médicos que supervisionam testes de drogas e álcool.

Os trabalhadores estão entre alguns dos 15.500 funcionários da FAA licenciados na paralisação do governo em 1 de outubro, cerca de um terço do total de 46 mil funcionários da FAA.

A FAA disse que não tinha informações sobre quando o registro será reaberto. (Reportagem de Alwyn Scott)