Pressionada por Petrobras e impasse nos EUA, Bovespa fecha em leve queda

quarta-feira, 9 de outubro de 2013 10:50 BRT
 

SÃO PAULO, 8 Out (Reuters) - O clima de cautela gerado pelo impasse fiscal nos Estados Unidos levou o principal índice da Bovespa a ter seu segundo dia de perdas nesta terça-feira, também pressionado pelas ações da Petrobras.

O Ibovespa teve variação negativa de 0,2 por cento, a 52.312 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 5,5 bilhões de reais.

Após chegar a cair mais de 1 por cento, o índice reduziu as perdas durante a tarde, ao sabor de operações pontuais, e fechou o dia com leve baixa.

"O mercado está sem volume. Não tem apostas de verdade, são mais ações trocando de mãos", afirmou o sócio-diretor da Easynvest Título Corretora Marcio Cardoso.

"Está todo mundo encostado na parede, aguardando o que vai acontecer por conta dos problemas nos EUA, que trazem um nervosismo grande."

Conforme os EUA avançam em sua segunda semana de paralisação devido ao impasse entre republicanos e democratas para aprovar um plano orçamentário, se aproxima o prazo de 17 de outubro para que seja elevado o teto da dívida, a tempo de evitar que o país dê um calote.

Durante a tarde, um pronunciamento do presidente norte-americano, Barack Obama, pouco fez para mudar a postura de cautela dos investidores. Obama afirmou que não elevar o teto da dívida pode aumentar permanentemente os custos para o país obter empréstimos, repetindo que está aberto para negociar com os republicanos, mas não sob ameaça.

Por aqui, as ações da blue chip Petrobras foram as que mais pesaram no Ibovespa, mesmo após a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, ter afirmado que o preço da gasolina pode subir este ano.

"Investidores ainda estão muito cautelosos diante da disparidade dos preços (entre o mercado internacional e o nacional) e a situação financeira da companhia", afirmou o estrategista Luis Gustavo Pereira, da Futura Corretora.   Continuação...

 
Homem fala ao celular e observa tela eletrônica na bolsa de valores BM&FBovespa em São Paulo. 08/08/2011 REUTERS/Nacho Doce