Obama condiciona negociação fiscal a fim de ameaças republicanas

quarta-feira, 9 de outubro de 2013 10:40 BRT
 

Por Roberta Rampton e Tim Reid

WASHINGTON, 8 Out (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, intensificou na terça-feira a pressão política sobre os republicanos, dizendo que só aceitará negociar uma solução para o impasse fiscal se a oposição aceitar reabrir os órgãos federais e elevar o limite da dívida pública sem pré-condições.

Em entrevista coletiva, Obama se mostrou resoluto ao dizer que não irá negociar formas de tirar o país do impasse fiscal sob ameaça "das partes mais extremas do Partido Republicano".

"Se os republicanos razoáveis quiserem conversar sobre essas coisas novamente, estou pronto para ir até o Congresso e tentar", disse Obama a jornalistas.

"Mas não vou fazer isso até que as partes mais extremas do Partido Republicano parem de pressionar John Boehner (presidente da Câmara) a fazer ameaças sobre nossa economia. Não podemos tornar a extorsão uma parte rotineira da nossa democracia."

Antes de fazer as declarações, Obama telefonou para o republicano Boehner, que havia adotado um tom um pouco mais conciliador nas suas declarações à imprensa após uma reunião com a bancada republicana da Câmara dos Deputados.

"Não há limites aqui. Não há nada sobre a mesa, não há nada fora da mesa", disse Boehner, sem fazer alusão as suas recentes exigências para que Obama adiasse parte da entrada em vigor do seu programa de saúde pública, em troca da aprovação do orçamento para o ano fiscal iniciado em 1º. de outubro.

Os deputados republicanos saíram da reunião insistindo na necessidade de discutir com Obama uma redução do déficit como condição para a elevação do teto da dívida pública federal. Alguns, no entanto, admitiram a hipótese de aprovar uma legislação temporária para evitar uma moratória da dívida pública.

"Se tivermos uma negociação e um marco estabelecido, podemos provavelmente chegar a uma forma de elevar o teto da dívida enquanto a negociação progride. Mas ninguém vai elevá-lo antes de haver uma negociação", disse o deputado republicano Tom Cole.   Continuação...

 
O presidente dos EUA, Barack Obama, fala sobre a paralisação do governo federal durante coletiva de imprensa na Casa Branca em Washington, EUA. 8/10/2013 REUTERS/Kevin Lamarque