Obama nomeará Yellen como próxima chair do Fed na 4ª-feira

quarta-feira, 9 de outubro de 2013 08:52 BRT
 

Por Mark Felsenthal e Jeff Mason

WASHINGTON, 8 Out (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, nomeará na quarta-feira a atual vice-chairwoman do Federal Reserve, Janet Yellen, para ser a nova chefe do banco central norte-americano, disse uma autoridade da Casa Branca nesta terça-feira.

Se confirmada pelo Senado dos Estados Unidos, Yellen substituirá Ben Bernanke, cujo atual mandato como chairman do Fed acaba em janeiro. Obama fará o anúncio na Casa Branca às 16h (horário de Brasília). Bernanke também deve participar.

Yellen seria a primeira mulher a comandar a instituição, que tem 100 anos de história.

Ela tem sido uma forte defensora de uma ação agressiva para reduzir o desemprego e pode dar continuidade às políticas que o Fed estabeleceu sob o comando de Bernanke.

A ex-professora tem um longo histórico nos altos escalões da tomada de decisões da política econômica, incluindo o trabalho que realizou nos últimos três anos como segunda maior autoridade do Fed.

Yellen, de 67 anos, terá de supervisionar o complexo processo de reversão do estímulo extraordinário que o banco central dos EUA colocou em vigor para impulsionar a maior economia do mundo.

Se ela for aprovada pelo Senado, como é esperado, ela se juntará a outros nomes que já comandaram o Fed, como Paul Volcker e Alan Greenspan.

Obama se voltou para Yellen depois que seu ex-conselheiro econômico Lawrence Summers retirou seu nome de consideração para o posto em meio a uma forte oposição dentro do Partido Democrata, o mesmo do presidente, o que gerou dúvidas se ele seria confirmado pelo Congresso.

Yellen, por outro lado, tem amplo apoio dos democratas. Numa manobra incomum, 20 senadores democratas assinaram uma carta pressionando Obama a indicar a ex-professora da Universidade da Califórnia em Berkley.

Embora o apoio de Yellen entre os republicanos seja bem menor, ela não deve ter dificuldade em obter os 60 votos necessários para superar qualquer barreira regimental no Senado de 100 cadeiras. Os democratas controlam a Casa com 54 membros contra 46 republicanos.