Telefónica compensará Telco se não subscrever aumento de capital

quarta-feira, 9 de outubro de 2013 17:42 BRT
 

MADRI, 9 Out (Reuters) - A Telefónica terá que pagar uma compensação a seus sócios na Telco, principal acionista da Telecom Italia, se não subscrever a segunda rodada de aumento de capital da holding, segundo documento enviado ao regulador do mercado acionário dos Estados Unidos.

A Telefónica, que já participou de um primeiro aumento de capital da Telco com 323 milhões de euros para elevar sua participação na holding de 46,2 para 66 por cento, se comprometeu com outra ampliação de capital de 117 milhões de euros. Esta segunda rodada aumentaria sua fatia na holding para 70 por cento sob a condição de que obtenha autorizações regulatórias para tanto.

Se não promover a segunda rodada, a Telefónica terá que pagar uma compensação de 60 milhões de euros aos sócios na Telco Generali, Mediobanca e Intesa Sanpaolo, segundo o documento enviado à SEC.

No mesmo documento, os sócios na Telco concordaram também com a futura composição do Conselho de Administração da Telecom Italia. Uma vez superado 50 por cento de direitos de votos na Telco, o grupo espanhol poderá duplicar sua presença no Conselho da Telecom Italia para quatro representantes.

Segundo o acordo entre a Telefónica e seus três sócios, o Conselho de Administração da Telecom Italia terá um mínimo de 13 membros. Caso o grupo conte com 15 representantes, a Telefónica poderá nomear um quinto conselheiro.

O documento enviado à SEC também fixa condições para a venda organizada das 39 milhões de ações da Telefónica que o grupo espanhol entregou no final de setembro a seus sócios italianos na Telco para recomprar parte dos bônus conversíveis da holding.

Os sócios da Telco poderão vender as ações a partir da próxima semana, mas não de uma vez. As vendas diárias somente poderão atingir 15 por cento do volume médio do dia anterior. Segundo dados da Thomson Reuters, o volume médio diário da Telefónica é de cerca de 13,5 milhões de ações nos últimos 12 meses. Com isso, os sócios italianos não poderiam vender mais que cerca de 2 milhões de papéis por dia.

(Por Robert Hetz)