Vale deve produzir potássio em Sergipe até 2017--governo

quarta-feira, 9 de outubro de 2013 17:22 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 9 Out (Reuters) - A mineradora Vale deve iniciar a produção em um projeto de potássio de 4 bilhões de dólares em Sergipe até 2017, o que deve ajudar a compensar o cancelamento de um projeto de mineração na Argentina e depósitos brasileiros praticamente esgotados, disseram autoridades do governo de Sergipe à Reuters.

O ministro de Minas e Energia Edison Lobão visitará Sergipe em 23 de outubro para dar seu apoio à mina e às instalações de processamento conhecidas como Projeto Carnalita, disse o subsecretário de Desenvolvimento Energético do governo de Sergipe, José de Oliveira Júnior.

Carnalita é um dos vários projetos de potássio que o Brasil quer construir rapidamente para reduzir sua dependência das importações de fertilizantes e por conta do fim dos planos da Vale sobre potássio na Argentina.

O Brasil, maior exportador mundial de carne bovina, frango, soja, açúcar, etanol, suco de laranja e café depende fortemente da importação de fertilizantes para enriquecer suas terras agrícolas extensas, mas muitas vezes pobres de nutrientes.

O país importa 90 por cento de seu potássio, com a maior parte dele vindo do Canadá, da Rússia e do Oriente Médio. O potássio é um dos três principais nutrientes utilizados para o cultivo de alimentos, juntamente com o fósforo e o nitrogênio.

Os planos de reduzir tal demanda com uma mina na vizinha Argentina desmoronaram no início deste ano, quando problemas relacionados ao câmbio, impostos, inflação e questões regulatórias levaram a Vale a cancelar o projeto Rio Colorado, de 6 bilhões de dólares.

"Carnalita é muito importante para Sergipe e para o Brasil como um todo", disse Oliveira Júnior. "Um investimento de 4 bilhões de dólares fará uma grande diferença na nossa região, e deve ajudar a reduzir nossa dependência das importações."

A assessoria de imprensa da Vale disse que não poderia confirmar o cronograma ou o orçamento para o projeto Carnalita porque os detalhes ainda não foram aprovados pela diretoria da empresa.

(Reportagem de Jeb Blount)