Telecom Italia considera vender sua fatia na TIM Participações, diz fonte e

quinta-feira, 10 de outubro de 2013 08:16 BRT
 

MILÃO/FRANKFURT, 9 Out (Reuters) - A Telecom Italia está considerando vender sua fatia de 67 por cento na operadora de celular brasileira TIM Participações em uma tentativa de reduzir sua alta dívida, afirmou nesta quarta-feira uma fonte próxima ao tema.

A operadora italiana, que teve sua nota de crédito rebaixada para patamar especulativo na terça-feira pela agência de risco Moody's, pretende levantar com a venda ao menos 9 bilhões de euros (12 bilhões de dólares), ou cerca de 26,8 bilhões de reais, afirmou a fonte.

A venda é uma opção analisada pelo novo presidente-executivo da Telecom Italia, Marco Patuano, que deverá apresentar sua estratégia ao Conselho de Administração da empresa em 7 de novembro.

Analistas dizem que Patuano precisa encontrar um jeito de reduzir a dívida de quase 29 bilhões de euros da empresa e retomar sua vacilante operação doméstica de celular.

Nenhum banco recebeu ainda o mandato para realizar a venda, disseram diversas fontes do setor, completando que a operação seria complexa, dada a realidade de mercado brasileiro e as questões regulatórias.

A empresa negou que tenha iniciado um processo de venda. "A Telecom Italia especifica que não há processo formal ou informal em andamento para se desfazer da TIM Participações", disse a companhia em comunicado nesta quarta-feira.

No entanto, a espanhola Telefónica, que é a maior acionista da Telecom Italia, deverá apoiar a venda da operação brasileira, disseram as fontes.

VENDA EM PEDAÇOS?

Ainda é necessário saber se a TIM Participações seria vendida inteira ou se poderia ser fatiada e vendida em partes para seus rivais locais, como a Vivo, da Telefónica, Claro, da América Móvil, e Oi.   Continuação...

 
Foto de arquivo ce uma antena da Telecom Italia, no Norte de Roma. A Telecom Italia está considerando vender sua fatia de 67 por cento na operadora de celular brasileira TIM Participações em uma tentativa de reduzir sua alta dívida, afirmou nesta quarta-feira uma fonte próxima ao tema. 12/11/2012 REUTERS/Alessandro Bianchi