Decisão do Fed de não reduzir QE3 foi "relativamente apertada"--ata do Fomc

quarta-feira, 9 de outubro de 2013 20:57 BRT
 

Por Jonathan Spicer e Ann Saphir

NOVA YORK/SÃO FRANCISCO, 9 Out (Reuters) - A surpreendente decisão do Federal Reserve de não reduzir o estímulo à economia dos Estados Unidos foi "relativamente apertada" entre os integrantes do banco central norte-americano, de acordo com a ata da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que também sugeriu que ainda há amplo apoio à redução das compras de títulos neste ano.

Desde a reunião do mês passado, a perspectiva de redução do estímulo tornou-se mais turva.

A batalha orçamentária em Washington atingiu um impasse e forçou a paralisação parcial do governo que começou neste mês, ameaçando o crescimento econômico e privando o Fed de dados econômicos oficiais para guiar as decisões.

A ata da reunião de 17 e 18 de setembro do Fomc, divulgada nesta quarta-feira, mostrou claramente que os integrantes preocuparam-se com a possibilidade de que a decisão de continuar comprando 85 bilhões de dólares em títulos ao mês prejudicasse a eficácia da comunicação com investidores, que amplamente esperavam uma redução.

Na conclusão da muito aguardada reunião, a decisão do Fomc desencadeou um rali nas bolsas de valores globais e derrubou o dólar.

"Para vários integrantes, as várias considerações tornaram a decisão de manter o ritmo de compras de ativos nessa reunião relativamente apertada", informou a ata sobre os 10 integrantes com poder de voto no Fomc.

Referindo-se ao grupo de 17 integrantes do Fed, a ata informou: "a maioria dos integrantes julgou que seria apropriado começar a reduzir o ritmo das compras de títulos de prazo mais longo do Comitê neste ano e concluí-las em meados de 2014".

Em junho, o chairman do Fed, Ben Bernanke, preparou os mercados para esperar um corte no "quantitative easing" (QE) quando afirmou que o banco central dos EUA esperava fazer a primeira medida ainda neste ano. Os yields (rendimentos) dos Treasuries, títulos de dívida pública norte-americana, ganharam fôlego nos meses seguintes, antecipando um corte em setembro.   Continuação...